Exportações líquidas de petróleo caem para US$ 9,5 bilhões

Em 2019, o Brasil está exportando mais petróleo e ganhando menos.

Segundo o Comexstat, o banco online público do governo, a exportação brasileira líquida (exportação menos importação) de petróleo no acumulado dos 10 primeiros meses do ano (jan/out) totalizou US$ 9,55 bilhões, queda de 1% sobre o ano anterior; em quantidade, porém, houve aumento de 6%, para 30,7 milhões de toneladas.

As exportações nacionais de petróleo são, em sua maior parte, na forma bruta, de baixo valor agregado. Em Jan/Out 2019, o Brasil vendeu petróleo a US$ 414 a tonelada, e importou a US$ 527 a tonelada.

O óleo bruto respondeu por 80% das exportações brasileiras de petróleo, e foi vendido a um preço de US$ 400 a tonelada.

Nas importações de petróleo, a maior parte veio na forma derivada, em especial o óleo diesel, comprado ao preço de US$ 605 a tonelada. O Brasil importou mais de US$ 5 bilhões em óleo diesel nos primeiros 10 meses de 2019.

As exportações brasileiras de gasolina cresceram 159% em 2019, e totalizaram US$ 1 bilhão, mas as importações também cresceram, 41%, e ficaram ainda maiores, US$ 1,6 bilhão.

O Brasil também exportou “fuel oil”, que é uma espécie de “resto”, ou um tipo de derivado bastante rústico, de valor agregado extremamente baixo, tanto que foi vendido a US$ 407 a tonelada, valor quase igual ao petróleo bruto.

Uma notícia boa é que a exportação brasileira de querosene de aviação, um dos derivados mais finos, aumentou mais de 1.500%, totalizando US$ 1 bilhão; o preço médio desse produto foi de US$ 734 a tonelada. O Brasil também importou US$ 475 milhões em querosene de aviação, alta de 47%.

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