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Em abril, China foi o destino de quase 40% das exportações brasileiras, em valor; em quantidade, 53%

Por Redação

08 de maio de 2020 : 17h51

Nesse post, vamos apresesntar análises, tabelas e gráficos correspondentes ao comércio exterior brasileiro (exportação e importação) no mês de abril, comparando-o com os meses de abril de anos anteriores. 

Achei importante focar apenas em abril, porque foi um mês de quarentena muito dura para os brasileiros e para a nossa economia, e o que aconteceu neste mês servirá mais ou menos de guia para o que acontecerá nos próximos meses. 

Vamos começar pela importação.

O Brasil, ao invés de estar importando remédios, testes de Covid, aparelhos médicos, equipamentos de proteção individual, além dos produtos tecnológicos para enfrentar a pandemia, está gastando sua balança de pagamentos com fertilizantes e derivados de petróleo. 

A compra de fertilizantes cresceu 23% em abril, totalizando US$ 577 milhões, e já representa 5% das importações brasileiras, tornando-se o produto que mais pesa em nossa balança comercial. 

(E a Petrobras fechando nossas únicas fábricas de fertilizantes…)

No total as importações brasileiras somaram US$ 11,6 bilhões em abril, queda de 14,8% sobre igual mês de 2019.

A importação brasileira de derivados de petróleo caiu 45% em abril (na comparação com o ano anterior), mas os EUA tiveram perda menor, porque ampliaram ainda mais seu controle sobre o mercado brasileiro.

O principal derivado importado pelo pais é o óleo diesel. 

Considerando apenas o óleo diesel, 88% de todo produto importado pelo Brasil vieram de refinarias norte-americanas. 

Do total dos derivados de petróleo importados pelo Brasil em abril, 76% vieram dos EUA.

Estados Unidos e China foram as principais origens das importações brasileiras em abril; ambos nos venderam o equivalente a US$ 2 bilhões, no mês. Em seguida, por ordem de importância, como origens de nossas importações, vieram Alemanha, Argentina, Japão, México, Índia, Itália e Coréia do Sul.

 

A China nos vendeu sobretudo produtos manufaturados, com alto valor agregado: máquinas ou aparelhos elétricos, celulares, produtos químicos orgânicos, tecidos (nessa categoria devem estar as máscaras de proteção biológica) e computadores. 

 

Os Estados Unidos nos venderam muito derivado de petróleo, como já vimos acima, mas também produtos químicos orgânicos, produtos químicos, plásticos, carvão, equipamentos industriais, e farmacêuticos. 

 

****

Agora vamos analisar nossas exportações de abril. 

O Brasil exportou o equivalente a US$ 18,3 bilhões em abril, uma queda de 5% sobre igual mês de 2019. 

Essa queda, no entanto, poderia ser muito maior, não fosse a China, que aumentou dramaticamente, em quase 60% (em quantidade) suas compras do Brasil. 

As exportações brasileiras para a China em abril somaram US$ 6,9 bilhões. Com isso, o gigante asiático isolou-se como principal destino dos produtos brasileiros. Em abril de 2020, considerando a receita, quase 40% das exportações brasileiras foram para a China. 

Enquanto isso, a participação americana nas exportações brasileiras registrou em abril seu índice mais baixo dos últimos anos, de apenas 9,6%.

Esse aumento das compras chinesas é explicado, provavelmente, pela Covid-19. Como a China paralisou sua economia, teve que aumentar suas importações, e o Brasil foi beneficiado.  

Como os preços dos produtos caíram, todavia, a China conseguiu comprar mais por menos. Enquanto as exportações brasileiras para China em abril, como já dissemos,  aumentaram quase 60% em quantidade (sobre mesmo mês de 2019), essa variação foi bem menor, de 23%, em valor.

Em quantidade, o percentual da China é ainda mais impressionante: 54% de todas as exportações brasileiras foram para a China. Para os EUA, nosso segundo parceiro comercial mais importante, foram apenas 4%.

As exportações brasileiras de todos os produtos chegou a 59 milhões de toneladas em abril; 32 milhões de toneladas foram para a China. 

Essa disparidade entre valor e quantidade é porque a China compra sobretudo produtos pesados, como soja e ferro. 

 

 

 

Com a queda da receita das exportações de petróleo, a soja voltou a assumir o pódio da balança comercial brasileira. 

As exportações brasileiras de soja totalizaram US$ 5,5 bilhões em abril, alta de 65% sobre igual mês do ano anterior!

Esse aumento foi puxado pela China, que importou 72% de toda a soja brasileira exportada. As vendas brasileiras de soja para a China subiram 75% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2019.

A China também aumentou fortemente suas compras de minério de ferro e carnes. 

Em abril, a China comprou 51,4% de todo o minério de ferro embarcado pelo Brasil. 

Com o setor de carnes, a participação da China foi ainda mais impressionante.

Em abril, o Brasil exportou mais de 600 milhões de dólares à China em carnes, alta de 65% sobre igual mês do ano anterior; com isso, a participação da China nas exportações brasileiras de carne subiu para 47% em abril (contra 29% em abril de 2019).

 

Considerando apenas as quantidades, as exportações brasileiras tiveram um desempenho notável em abril, com alta de 27% sobre o ano anterior. 

A exportação brasileira de soja, por exemplo, cresceu 73% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 16,3 milhões de toneladas.

 

 

     

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3 comentários

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DAS GERAES

12 de maio de 2020 às 17h32

Depois que conhecido o vídeo da famigerada reunião de ilustres da República (BOZO, Moro Marreco, Damares Goiabeira, Weintraub Semianalfabeto, Ernesto Nazijegue dentre outros), quem sabe a China resolve a reduzir drasticamente as importações de produtos brasileiros. Se isto acontecer, o agronegócio nunca mais sairá do buraco.

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Paulo

08 de maio de 2020 às 18h47

Isso não é nada bom…

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chichano goncalvez

08 de maio de 2020 às 18h05

Só os capaxos que estão no desgoverno, não se importam com isso, desde que possam entregar as exportações de graça para os estados unidos tudo bem pra eles, e ainda se dizem patriotas, acho que o Judas Iscariottis é mais serio que eles.

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