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Venezuela e Irã superam ameças dos EUA: petroleiro entra em águas territoriais bolivarianas

Por Tulio Ribeiro

24 de maio de 2020 : 06h45

O primeiro dos cinco petroleiros iranianos que transportam uma carga de combustível para abastecer a Venezuela entrou neste sábado nas águas territoriais do país latino-americano, conforme relatado pelo ministro do Poder Popular do Petróleo e pelo vice-presidente de economia da Venezuela, Tareck El Aissami.

“Os navios da irmã República Islâmica do Irã já estão em nossa zona econômica exclusiva”, escreveu El Aissami em sua conta no Twitter.

O navio-tanque Fortune está sendo escoltado por barcos, helicópteros e aviões das Forças Armadas Nacionais da Bolívia (FANB) depois dos EUA ameaçou usar a força militar para impedir a chegada de navios iranianos à nação bolivariana.

O “Fortune” chegou às águas venezuelanas por volta das 19h40 (horário de Caracas), depois de passar para o norte de Trinidad e Tobago, de acordo com dados de rastreamento de embarcações Refinitiv Eikon, informou a Reuters.

Os outros quatro petroleiros – Fore, Petúnia, Faxon e Clavel – devem chegar às costas do país sul-americano nos próximos dias. Os cinco navios transportam um total de 1,53 milhão de barris de gasolina e alquilado para a Venezuela.

“Hoje, mais do que nunca, os laços de amizade e irmandade entre o Irã e a Venezuela são fortes e profundos. O primeiro navio-tanque chegou. Obrigado à FANB por acompanhá-lo”, afirmou a embaixada iraniana na Venezuela.

“Em nome de Nicolás Maduro e de toda a Venezuela, saudamos e recebemos os navios da República Islâmica do Irã”, escreveu Tareck El Aissami em sua conta no Twitter no sábado, acrescentando que “essa cooperação energética visa um desenvolvimento abrangente em benefício de “dos povos dos dois países.

Como reporta a RT, a Venezuela tem problemas com o fornecimento de gasolina devido a “medidas coercitivas unilaterais” e medidas unilaterais aplicadas pelos EUA, informou o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, na semana passada.

Na quarta-feira, o representante de Caracas na ONU, Samuel Moncada, denunciou ao Conselho de Segurança que qualquer ataque aos navios “constituiria uma verdadeira agressão armada”, não apenas contra Teerã, mas também contra os habitantes de seu país.

Tulio Ribeiro

Túlio Ribeiro é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

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5 comentários

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Gilmar Antunes

24 de maio de 2020 às 13h40

O primeiro parágrafo do texto, evidentemente, está confuso, pois refere-se a Tareck El Aissami como vice-presidente da economia da Venezuela.
Trata-se de uma autoridade iraniana, não venezuelana.

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    André Guimarães

    24 de maio de 2020 às 15h36

    Havia ficado em dúvida em relação a esse ponto.
    Muito bem observado.

    Responder

    Nelson

    26 de maio de 2020 às 16h58

    Meu caro Antunes. Fiz uma rápida pesquisa e esta dá razão ao articulista. Tareck El Aissami é cidadão venezuelano e atual ministro do Petróleo e vice-presidente de Economia do governo de Maduro.

    Responder

Murilo Silveira

24 de maio de 2020 às 13h12

“e aviões das Forças Armadas Nacionais da Bolívia (FANB) ”
Merece correção.

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    André Guimarães

    24 de maio de 2020 às 15h34

    Infelizmente, é de praxe dos textos desse Sr. Tulio.
    Felizmente, este está inteligível… legível.

    Além desse erro que você apontou, há outros dois:
    “VENEZUELA E IRÃ SUPERAM AMEÇAS DOS EUA: PETROLEIRO ENTRA EM ÁGUAS TERRITORIAIS BOLIVARIANAS” – ameças ao invés de ameaças
    e
    “Como reporta a RT, a Venezuela tem problemas com o fornecimento de gasolina devido a “medidas coercitivas unilaterais” e medidas unilaterais aplicadas pelos EUA (…)” – em ” “medidas coercitivas unilaterais” e medidas unilaterais” houve efetivo acréscimo ou mera repetição?

    De todo modo, reconheço que os erros reduziram bastante em comparação a outros tantos textos.

    E, em tempo, agradeço mais uma vez ao cafezinho e a Miguel pelo ótimo trabalho de sempre.

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