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Bolsonaro já tem menos popularidade que Dilma pós-2013

Por Miguel do Rosário

23 de junho de 2020 : 09h41

A ferramenta do Quaest / Jota que agrega as mais importantes pesquisas de aprovação de governo, desde a redemocratização até hoje, mostra que o presidente Jair Bolsonaro tem agora uma aprovação menor que a da presidenta Dilma num de seus períodos mais difíceis, o que se seguiu às jornadas de junho de 2013 até o final de 2014.

A aprovação positiva (ótimo e bom) de Dilma, que havia atingido 65% em março de 2013, segundo o Datafolha, desabaria para 30% ao final de junho do mesmo ano, ao passo que  sua rejeição (ruim e péssimo), que era inferior a 10% no início de junho, subiria para um pouco mais de 30% ao final de julho.

A partir daí, a aprovação de Dilma experimentaria uma recuperação substancial até o final de 2014, antes de iniciar um processo fatal de deterioração assim que se inicia o seu novo mandato, em 2015, em função da sensação de “estelionato eleitoral” que a escolha de seu ministério iria deflagrar.

Entretanto, se olharmos apenas para 2013 e 2014, a situação de Dilma, ao menos em termos de aprovação e rejeição, era bem melhor que a de Bolsonaro hoje, tanto segundo o agregado de várias pesquisas, como segundo a pesquisa Quaest, divulgada hoje.

Segundo a pesquisa Quaest, Bolsonaro tem avaliação positiva hoje de apenas 21% dos brasileiros, ao passo que sua avaliação negativa subiu para 54%.

O site Jota, parceiro da pesquisa Quaest, adiantou ainda algumas informações interessantes sobre o levantamento, cuja íntegra ainda não foi divulgada.

Segundo o Jota, os grupos que se autoidentificam como de direita “avaliam bem o governo Bolsonaro e são uma fortaleza do presidente. Nesse grupo, a avaliação positiva atinge 48%, ante 19% de negativa”.

Entretanto, também informa o Jota, a avaliação negativa de Bolsonaro tem crescido “consistentemente” entre seus próprios eleitores. “No começo de março deste ano, entre os que declararam voto no presidente na última eleição apenas 9% avaliavam mal  o governo. Agora, 22% acham que o governo Bolsoanro é ruim ou péssimo.”

Outro fator revelado pela pesquisa, e que confirma o que outras sondagem vem apontando, é a perda do apoio da classe média, um setor que foi fundamental para a vitória eleitoral e a sustentabilidade política de Bolsonaro até o momento. Segundo a pesquisa, “o melhor resultado” de Bolsonaro agora se dá entre famílias que ganham até 2 salários mínimos.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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7 comentários

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Romeu Arcanjo

29 de junho de 2020 às 14h48

Nada pode ser pior que a volta da esquerda. Nada pode ser mais incompetente que Dilma. Nada pode ser mais desonesto que Lula.

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Antonio Menescal

26 de junho de 2020 às 01h54

Querem que façamos de conta que os anos de 2015 e de 2016 simplesmente não existiram. As pesquisas são mostradas até 2014 e, por milagre, pulam para o governo Bolsonaro. Nós não vamos esquecer aquilo que o PT fez com o nosso país.

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Wilson Jo´se Pinheiro Reis

24 de junho de 2020 às 02h49

Vamos ter que aturar esse pulha e seu três filhos por mais dois anos emeio?

O gado que o apoia está seguindo em passos rápidos par ao matadouro !

Impeachment Já!

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a.ali

23 de junho de 2020 às 22h37

contra a Presidenta Dilma, além do momento, tinhamos midia, judiciário – com stf com tudo como disse juca, interesses politicos de uma direita reacionaria que ñ admitiu ter perdido a eleição e já contra o egocêntrico do bolsonero tem-se o desmanche e entrega do pais em todos os seus quadrantes, pra onde se tentar lançar o olhar campeia a destruição, os fakes, a milicada reunida mamando nas têtas gordas da desvalida nação, que rola ladeira abaixo, um DESgoverno abraçado e devendo favores para as milicias, toda a sorte de desmandos e falcatruagens, inclusive, mortes, ñ tão misteriosas, de desafetos , blindagem de arruaceiros contra as instituições, uma pandemia matando o povo sem que o ditos e sua trupe movam uma palha e façam algo de, no mínimo, útil em prol da população, muito pelo contrario,tb. tem fuga “espetacular” de ex (?) ministro que deixou terra arrasada na educação…e toda sorte de desmandos…enumerar, cansa, irrita e incomoda!!!

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Alex

23 de junho de 2020 às 15h54

Como conseguem montar essas matérias sem cabeça e nem pés ?

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Antunes

23 de junho de 2020 às 11h48

FORA BOLSONAROS.

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chichano goncalvez

23 de junho de 2020 às 11h01

Como toda pesquisa essa esta totalmente errada, o certo é : 90 % de pessimo, horrivel, e muito ruim, para pior, 8% acham de ruim para malo e 2 % não opinaram.

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