Live do Cafezinho (18 h): Pós-verdade na política brasileira (uma conversa com Fabio Palacio)

Foto: Reuters.

Portugal renacionaliza companhia aérea “estratégica”

Por Redação

04 de julho de 2020 : 21h33

A companhia aérea TAP vem enfrentando de frente a crise econômica no que já é chamado de “pós-pandemia” em Portugal.

O governo português acaba de renacionalizar a empresa, adquirindo 72,5% do capital.

O Estado português já detinha 50% do capital da companhia aérea.

Quase 90% dos turistas que chegam ao país chegam de avião, e metade deles voam usando a TAP.

55 milhões de euros (em torno de R$ 328,5 milhões) devem ser investidos para aumentar o número de ações em detrimento do governo de Portugal.

O governo define a empresa como “um instrumento de desenvolvimento nacional, de promoção de emprego”.

A empresa é considerada uma das maiores exportadoras de Portugal (2,6 bilhões de euros em 2019) e gera cerca de dez mil postos de trabalho diretamente e cem mil indiretamente.

A companhia tinha sido privatizada em 2015, deixando com Portugal 50% do capital e 45% em mãos do consórcio luso-brasileiro Atlantic Gateway, encabeçado por David Neeleman e Humberto Pedrosa. 5% pertence aos empregados do grupo.

O poder Executivo de Portugal chegou a essa decisão “extrema” após oferecer um empréstimo de 1,2 bilhões de euros à empresa em troca de certas condições em contrapartida.

A proposta não obteve a quantidade de votos a favor requeridos no Conselho de Administração da TAP, reunido em 29 de junho.

Conquistando a maioria das ações, o próprio Estado deve usar os 1,2 bilhões mencionados com o fim de conquistar liquidez para poder assegurar a sobrevivência da companhia aérea.

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3 comentários

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Paulo

04 de julho de 2020 às 22h16

Essa parece ser uma tendência mundial (posso estar enganado), menos no Brasil…

Responder

    Renato

    05 de julho de 2020 às 19h18

    Tendência munidial ? Cite aí dez países importantes que nacionalizaram suas empresas aéreas. Não vale países do nível de Portugal, que não é um país importante.

    Responder

      Paulo

      05 de julho de 2020 às 22h42

      Mas o meu pressuposto não se atém a empresas aéreas. É principiológico (embora admita que haja alternâncias no tempo/espaço). Veja os casos do metrô de Londres e da água de Berlim e de Paris! Mas, se quer especificar: “https://www.terra.com.br/economia/alemanha-planeja-estatizar-parte-da-lufthansa,244900da824a1dfcf9935da6ddde11abxu1fplsb.html”

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