Live do Cafezinho (18 h): Pós-verdade na política brasileira (uma conversa com Fabio Palacio)

Foto: REUTERS / Adriano Machado

MPF pede afastamento de Ricardo Salles do Meio Ambiente

Por Redação

06 de julho de 2020 : 19h21

Procuradores do Ministério Público Federal pediram nesta segunda-feira (06) o afastamento do ministro Ricardo Salles da pasta do Meio Ambiente.

Os procuradores argumentam que Salles age com a intenção de desmontar a proteção ao meio ambiente no país, o que configuraria improbidade administrativa.

O processo correrá na 1ª Instância da Justiça Federal, em Brasília, devido à natureza da ação.

O MPF, no processo, lista ações de Ricardo Salles à frente do Ministério do Meio Ambiente que favoreceriam a destruição da política ambiental nacional.

Os atos estão agrupados em quatro categorias: desestruturação normativa (decisões assinadas por Salles que teriam contribuído para enfraquecer o arcabouço de leis ambientais); desestruturação dos órgãos de transparência e participação (como quando se esvaziaram os conselhos consultivos); desestruturação orçamentária; e desestruturação fiscalizatória, que tem a ver com o desmonte de órgãos de fiscalização como o Ibama e o ICMBio.

A ação é acompanhada de um pedido cautelar de afastamento de Ricardo Salles, o que o afastaria antes mesmo do julgamento do mérito do caso.

Os procuradores afirmam que a manutenção de Ricardo Salles no cargo pode trazer consequências irreparáveis ao meio ambiente.

Assinada por 12 procuradores e com 126 páginas, o texto pede ainda que Salles perca os direitos políticos por cinco anos, aplicação de multa, ressarcimento de danos e a proibição de que Salles celebre contratos com o poder público.

“Caso não haja o cautelar afastamento do requerido do cargo de Ministro do Meio Ambiente o aumento exponencial e alarmante do desmatamento da Amazônia, consequência direta do desmonte deliberado de políticas públicas voltadas à proteção do meio ambiente, pode levar a Floresta Amazônica a um ―ponto de não retorno, situação na qual a floresta não consegue mais se regenerar”, lê-se na peça.

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5 comentários

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Paulo

06 de julho de 2020 às 22h32

Fora o enriquecimento ilícito…Difícil aceitar que canalhas como esse cidadão detenham poderes de mando, no Brasil. E ainda em área tão sensível, inclusive em termos de relações internacionais. É a falência das instituições. A República brasileira precisa ser reinstaurada (ou deveria dizer instaurada?)!

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    Kleiton

    07 de julho de 2020 às 11h45

    O armario pariu um equino.

    Responder

Alan C

06 de julho de 2020 às 19h25

Esse é o inimigo nº1 do meio ambiente, já é condenado em primeira instância por falsificar mapas georeferenciados e é um grande candidato a ir pra cadeia no futuro.

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    Vixen

    07 de julho de 2020 às 07h47

    O inimigo número 1 do meio ambiente é o próprio brasileiro que em pleno 2020 joga tudo que é lixo no chão.

    O problema do meio ambiente brasileiro é a falta de esgotos, de tratamento e de coleta diferenciada do lixo doméstico.

    O Brasil parece mais um lixão a céu aberto que um Pais.

    Os outros são falsos problemas criados “ad arte”.

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      Alan C

      07 de julho de 2020 às 12h35

      Aham,,, da mesma cartilha do jogo no chão pro gari ter emprego, sei…

      Responder

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