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Multas aplicadas a fazendeiros revelam índices recordes de desmatamento, diz revista

Por Redação

31 de julho de 2020 : 10h44

Uma reportagem publicada nesta sexta-feira (31) pela Veja revela quem são os 10 fazendeiros que mais desmataram a floresta amazônica entre agosto de 2019 e julho de 2020. Os dados foram revelados de acordo com as multas aplicadas pelo Ibama que mostra outra informação alarmante, só 3% das multas emitidas pelo órgão são cobradas pelo órgão.

As áreas devastadas pelos fazendeiros se concentram nos estados de Mato Grosso e Pará, as multas aplicadas totalizam R$184,4 milhões e a área devastada soma 46,614 hectares.

Der acordo com a revista, o maior responsável pela destruição da floresta é o pecuarista Edio Nogueira, dono da Fazenda Cristo Rei, localizada no distrito de Santiago em Paratininga (MT).

Segundo a reportagem, Nogueira devastou mais de 24.000 hectares da floresta para criação de gado. O total do desmatamento feito pelo pecuarista equivale a 22.000 campos de futebol. Em março deste ano, Nogueira recebeu uma multa recorde de R$50 milhões.

As terras “pertencentes” a Nogueira permitem que o pecuarista realize seus negócios no ramo e monte um portfólio em seu site de suposto fornecedor de carne bovina para as maiores empresas de frigorífico do Brasil, como a JBS, Marfrig e a Minerva.

Além de Nogueira, a Veja fez uma investigação envolvendo outros nove fazendeiros que mais destruíram a floresta e suas supostas relações com empresas nacionais e internacionais do setor frigorífico.

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