Salário mínimo sem aumento real pelo 2° ano consecutivo

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes. Foto: Sérgio Lima.

O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) enviou ao Congresso Nacional uma proposta de salário mínimo sem aumento real pelo segundo ano seguido.

A proposta prevê salário de R$ 1.067 para 2021, um aumento de R$ 22 em relação aos atuais R$ 1.045, valor que deve apenas repor a inflação projetada para 2020, de 2,09%.

A previsão do valor de salário mínimo para 2021 é de R$ 12 menor que a apresentada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).

Inicialmente, em 15 de abril, quando se enviou a proposta ao Congresso, o piso salarial em 2021 seria de R$ 1.079, devido à projeção de 3,29% de inflação na época.

A proposta também reduz a estimativa de crescimento econômico para 2021: de 3,3% para 3,2%.

A previsão de rombo nas contas públicas para o próximo ano subiu desde abril.

Antes, o rombo primário projetava-se em R$ 149,61 bilhões. Agora, passou para R$ 233,6 bilhões.

É o oitavo ano consecutivo de déficit primário para o país.

Contudo, a perspectiva é de uma receita líquida de R$ 1,283 trilhão em 2021, uma queda de R$ 97,3 bilhões frente ao que se calculava em abril.

O teto de gastos do governo em 2021 será de R$ 1,485 trilhão, baseado no teto de 2020, corrigido pela inflação nos 12 meses encerrados em junho de 2020.

Faltarão, segundo o projeto, R$ 453,715 bilhões para o pagamento de benefícios da Previdência, gastos com pessoal, complementação da União ao Fundeb, entre outros.

Liberação desse dinheiro depende de aprovação de crédito suplementar pelo Congresso.

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