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Análise: Defender voto impresso é estupidez eleitoral, suicídio político e insulto a inteligência do povo

Por Redação

31 de maio de 2021 : 17h27

O editor do Cafezinho, Miguel do Rosário, analisou nesta segunda-feira, 31, o tema que voltou ao debate nos últimos dias: o voto impresso. Confira!

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16 comentários

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Bonard

21 de junho de 2021 às 17h45

Por que a ‘new left’ tem medo do “comprovante” do voto eletrónico?

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Rodrigo Silva

17 de junho de 2021 às 20h48

Miguel, sei que vc não irá publicar…Mas, na boa, seus textos já estão no DCM… O voto impresso é discutível, mas dar tanta ênfase assim? Agora o voto impresso virou o centro discussão política? Em meio a uma pandemia, recessão econômica… vc está discutindo voto impresso?? Encontre outra desculpa para pular no colo do LULA. Mas lembre que quando a luz da consciência de classe vir à tona (e logo virá dentro do contexto brasileiro) e as contradições grosseiras do PT compreendidas pela massa… vc será queimado no primeiro olhar!!!!

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Paulo

08 de junho de 2021 às 12h38

Cléver

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Clever Mendes de Oliveira

07 de junho de 2021 às 13h50

Miguel do Rosário,
Não está havendo um contraponto fundamentado dos que criticam o voto impresso na urna eletrônica. Até sua menção ao programa expressão Nacional na TV Câmara em que houve um debate com o prof Amilcar Brunazo Filho, acabou simplificando a questão, pois você faz uma espécie de ridicularização da fala do engenheiro Amilcar Brunazo Filho, dizendo que o argumento final dele é que o eleitor precisa ver o voto.
Vou transcrever o seguinte trecho de um comentário de sexta-feira, 01/02/2013 às 17:08, que encontrei no seguinte link:
http://arquivo.edemocracia.camara.leg.br/web/espaco-livre/forum/-/message_boards/message/1108271
No final do comentário há a seguinte passagem:
“Lembra o engenheiro Amilcar Brunazo Filho, especialista em tecnologia de informação e um dos autores do parecer do CMI, que a Alemanha em 2009 considerou contrário ao princípio da publicidade e à sua Constituição o uso de máquinas apenas, sem o voto impresso do eleitor, verificável por ele.”
Enfim a demanda pelo voto impresso na urna eletrônica é antiga e a alegação do engenheiro Amilcar Brunazo Filho não é tão simplória como você quis fazer crer.
Não creio que o voto impresso venha a acabar com as suspeitas sobre fraude, mas não vejo razão para se contestar o voto impresso em urna eletrônica, como vejo toda a esquerda se empenhando em escarnecer do voto impresso.
Creio que o bom jornalismo poderia trazer exemplos de países que adotaram o voto eletronico sem o voto impresso e permaneceram nesse modelo e países que adotaram o voto eletrônico com o voto impresso e permaneceram nesse modelo e países que sairam de uma posição e foram para outra.
Eu não sou entendido em voto eletrôncio e assim defendo que o Brasil deveria ficar na posição da maioria, principalmente levando em consideração países de desenvolvimento médio, grande território e grande população.
O exemplo da Índia precisa ser apresentado com mais detalhe. A eleição na Índia é regulada por um Código Eleitoral nacional ou cada estado tem seus próprios regulamentos como nos Estados Unidos? Sim a Índia é um país atrasado, com uma religião que socializa o país em castas, mas será que lá eles não estão apenas imitando os Estados Unidos?
O que me surpreende são os argumentos do que são contra o voto eletrônico com o voto impresso. É só atacando quem defende o voto eleitrônico com o voto impresso. Não há um argumento bem fundamentado a menos do primeiro argumento que você lança, e que assim mesmo inicia pelo ataque sem ser propriamente um argumento.
Você inicia seus argumentos dizendo que foi o “erro mais estúpido … e irresponsável que o PDT tomou nos últimos anos”. Ainda bem que você acrescenta: “defender o voto impresso agora, nesse momento não é um erro trivial . . porque alimenta uma tese bolsonarista que vai nos dar dor de cabeça em 2022”.
Enfim, o único argumento é que o momento atual não é o correto para a defesa do voto impresso.
E mesmo esse argumento vem com xingamentos e você utiliza para reforçar o seu argumento a crítica que Carlos Lupi e Ciro Gomes receberam das redes sociais. Em sua defesa deve-se louvar que quase ao final você volta a falar do inconveniente da discussão da pauta no atual momento lembrando que há discussões péssimas para a esquerda mesmo que o argumento seja correto como é o caso da liberação da maconha.
Mesmo esse bom argumento da maconha encombre uma falha na sua argumentação. É sabido que defender a maconha leva a perda de voto. Pode ser útil para eleger um vereador ou um deputado, mas não elege governadores, nem senadores nem presidentes. Agora defender o voto impresso, pelo menos de acordo com as informações disponíveis, não leva nem a ganhar nem a perder voto.
Eu, como você, penso que a discussão do voto impresso em urna eletrônica deve ser de natureza computacional. Eu penso tanto assim que vejo sem sentido essa discussão ser feita por nós leigos em informática.
Abraços,
Clever Mendes de Oliveira
Belo Horizonte, 07/06/2021

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Elton Batista de araujo

06 de junho de 2021 às 07h19

O VOTO IMPRESSO É ASSIM: O ELEITOR VOTA EM BOLSONARO E A MÁQUINA IMPRIME UM PAPEL COM A PALAVRA ”OTÁRIO”.

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Liliana

01 de junho de 2021 às 18h56

O que mudou pra os progressistas de 2015 defensores, para 2021 detratores. Leio em muitos blogs de esquerda a defesa do indenfensavel. Miguel do Rosário, pelo amor de Deus não vamos desinformar as pessoas. O que está em jogo nao é um papel que será levado para a casa, isto nao existirá. E sim uma impressora acoplada a urna que, o eleitor após conferir, depositará em uma outra urna inviolavel. Será uma forma de auditar, pois nossas urnas eletronicas são inauditaveis, seus codigos são fechados, e por um acaso o TSE liberará estes codigos. So porque o Bolsanaro defende temos que ser contrários? Se o Bolsanaro falar que a terra é redonda, só para contrariar diremos que é plana?

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Paulo

01 de junho de 2021 às 10h55

Concordo. Mas há outro insulto ao qual esse subjaz. É o insulto ao direito de votar ou NÃO votar, sem consequências, ainda que mínimas…Sobre isso ninguém fala, nem à direita, nem à esquerda…E segue o gado (este composto de todos os eleitores) marchando civicamente para o matadouro, em interstícios periódicos…

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    Clever Mendes de Oliveira

    07 de junho de 2021 às 12h03

    Paulo (01/06/2021 às 10h55),
    Eu sempre considerei o voto obrigatório um ensinamento ao soberbos. É como se dissessem nas leis: “você não é superior aos demais, vá lá e vote como os demais e saiba que qualquer que seja seu voto ele não é superior ao voto dos demais”.
    Observe que todos que são contrários ao voto obrigatório parecem querer pertencer a uma casta superior.
    Abraços,
    Clever Mendes de Oliveira
    BH, 07/06/2021

    Responder

      Rodrigo

      07 de junho de 2021 às 22h54

      Muito bem colocado

      Responder

      Paulo

      07 de junho de 2021 às 23h38

      Cléver, você pode ter razão, mas me explique, se se dignar a isso (não é obrigatório), por que razão um homem estaria destinado a infirmar a própria soberba, tal qual você a considera?

      Responder

        Clever Mendes de Oliveira

        08 de junho de 2021 às 20h26

        Paulo (segunda-feira, 07/06/2021 às 23h38),
        Votar é um aprendizado. Até oito anos (agora são 9) o aprendizado é obrigatório. Então pelo menos nesse sentido você tem que participar durante pelo menos 36 (9 x 4 anos de intervalo entre uma eleição e outra) anos para deixar de ser adolescente no aspecto eleitoral e poder ficar livre da eleição presidencial. O mesmo para a eleição de prefeito e vereadores.
        Há que se considerar que depois dos 50 é que mais aflora o sentimento da soberbia. As pessoas enchem-se de conhecimento e creem que são superiores aos pobres mentecaptos desse mundo vão. Não percebem a mediocridade que há em todos nós e se arvoram em donos do saber e da solução que ele traz.
        É claro que a eleição é pontual e o ensino é contínuo então não se poderia imaginar que um numero de dias hora de aprendizado eleitoral poderia ser comparado ao ensino fundamental. A se considerar assim o sujeito teria que viver até a eternidade para deixar de ter sobre ele a obrigatoriedade do voto.
        E de qualquer jeito eu não disse que o homem está destinado a infirmar a soberba dele. Disse que as leis, no caso a nossa Constituição, aparentam dizer que é soberba não querer votar. E obrigam o soberbo a votar, como as leis estivessem a dizer, o voto do soberbo pode ser o voto da maioria ou da minoria ou nulo ou em branco, pode ser o voto do mais rico ou mais culto dos homens, mas em qualquer caso será um voto igual aos demais.
        E você tem razão em considerar que o soberbo não vai necessariamente negar a soberbia dele a partir do obrigatoriedade do voto. Há muitos que deixam de ser adolescentes sem sair do primeiro ano fundamental e ao alcançar a maioridade de nascimento não continuam o ensino fundamental. Assim haverá muitos soberbos que permanecerão como tal ainda que tenham votado por mais de 50 anos.
        Abraços,
        Clever Mendes de Oliveira
        BH, 08/06/2021

        Responder

          Paulo

          09 de junho de 2021 às 12h30

          Cléver, você escreveu um “tratado” sobre a soberba, infelizmente, em vão, pois o que é direito não pode ser obrigação (o que seria uma contradição insolúvel), e não é com a chibata que se aperfeiçoa a democracia…Por que a esquerda não se cansa de querer “aperfeiçoar o homem”, ou criar “um novo homem”? Isso é perigoso, como bem o demonstra a história…

          Clever Mendes de Oliveira

          10 de junho de 2021 às 01h07

          Paulo, (09/06/2021 às 12h30),
          É verdade que a esquerda quer a evolução da humanidade, e a evolução da humanidade compreende a evolução do homem. A esquerda quer a civilização. E a civilização não nos é dado sem esforço. A civilização é liberdade, igualdade e fraternidade, mas requer conhecimento e o conhecimento nós não o aprendemos sonhando ou dormindo.
          Assim concordo quando você diz que é perigoso a esquerda querer aperfeiçoar o mundo. Considero que é um erro a esquerda querer impor ao mundo a civilização. A civilização é uma conquista que se faz a passos lentos. Agora o desiderato do homem civilizado não pode perecer. A esquerda precisa manter esse desejo a guiar seus passos.
          A esquerda pode se engajar por erro ou porque é necessário em alguma proposta antagôpnica aos ideais de esquerda. Esse erro, entretanto, está mais relacionado aos meios e instrumentos que a esquerda utiliza do que propriamente ao seu desiderato.
          E pode ocorrer erros no próprio desiderato da esquerda. A defesa do nacionalismo é um atraso e não pode ser um projeto da esquerda que precisa ser internacionalista. Só que o nacionalismo pode ajudar a que sejamos mais produtivos e o aumento da produção tem estado associado a melhora das condições de vida dos indivíduos. E ai você tem uma dupla situação: o nacionalismo é um erro, mas que pode ser necessário.
          Aliás uma confusão tripla: o nacionalismo é um instrumento que é visto equivocadamente como um desiderato e como tal é um erro, mas que pode ser necessário para implementar um projeto de desenvolvimento econômico mais firme e rápido.
          O estudo nos leva ao conhecimento. A esquerda precisa defender o conhecimento. O estudo é um direito do cidadão e uma obrigação do Estado. Agora esse mesmo estudo que é um direito do cidadão é também uma obrigação que se lhe impõe a sociedade, em especial uma obrigação imposta a família dos jovens.
          E nós todos que sabemos que somos medíocres no sentido de medianos, sabemos que somos analfabetos políticos e uma parte de nossa alfabetização política requer o nosso engajamento eleitoral e essa alfabetização requer a participação na eleição. É preciso que sintamos que participamos de um processo mesmo se o nosso candidato não se fez representante,
          A mera alienação que o direito de não votar acarreta em meu entendimento compromete o mundo político. Todos os não votantes podem alegar que esse mundo da política não é o mundo dele. Então a obrigatoriedade do voto não só serve como instrumento de instrução política como serve para um maior engajamento social do cidadão. E repercute para o mundo político, pois dá a política um caráter comunitário mais amplo. O político não se obriga somente diante de quem vota, mas se obriga diante de todos os cidadãos, pois todos votam.
          Uma análise interessante seria verificar quem são os não votantes de uma sociedade onde não haja a obrigatoriedade do voto. De uma parte eu avalio que sejam os soberbos. Tenho que reconhecer, entretanto, que há uma grande parte composta de pessoas que não vem a política nenhuma forma de melhoria da sociendade. Que desprezam a política não por soberbia, mas porque foram instruidos a ter a política como a parte ruim da sociedade quando a política é quem realmente vem curando a sociedade dos seus males. Não é soberbia, mas desconhecimento.
          Abraços,
          Clever Mendes de Oliveira
          BH, 09/06/2021

Alexandre Neres

01 de junho de 2021 às 00h34

Achei muito digna e correta a posição do Miguel neste caso.

Precisamos que nossos jornalistas não sejam chapa-branca, que ousem discordar, sobretudo quando o fazem com elegância.

Ninguém evolui quando sua entourage é formada por vaquinha de presépio.

Parece ter a digital do João Santana este episódio.

Nós, progressistas, não podemos nos vincular e dar palco para esses tresloucados. Não há dividendo eleitoral nenhum que valha cair em descrédito.

Vou dar um exemplo: pegue o Padilha. Padilha apareceu aí dizendo que votaria em Lula num eventual segundo turno contra o Bozo. Padilha não tem crédito. Criou a figura do Capitão Nascimento, que é precursor do cidadão de bem. Bandido bom é bandido morto! Não satisfeito, envolveu-se com a novela folhetinesca do Batman e do Robin. Desvendou o Mecanismo, é fácil seguir a cartilha da Globo. Plim-plim. Hoje taí com o filme esturricado. Não adianta querer posar de madalena arrependida.

O MIguel citou o Requião, tenho respeito por ele. Vi o Vivaldo Barbosa falando disso, a quem admiro. O caso Proconsult faz com que o brizolismo tenha uma ligação emocional com a causa.

A despeito disso, a posição a ser tomada nesse caso não admite tibieza, o caminho é um só. Não há como separar a causa e suas circunstâncias. Faria sentido apontar o dedo pra Coronavac porque Nelson Sargento morreu ou pra Aztrazeneca por causa das gestantes? Nenhum. Abaixo o negacionismo.

Não podemos conferir legitimidade aos disparates de Bolsonaro em hipótese alguma. Isso significa confundir ainda mais a cabeça do eleitor que depois de muito tempo a pouco e pouco está conseguindo sair do estado de letargia. Basta de teorias conspiratórias de vikings QAnons!

Parabéns, Miguel, por agir com denodo e lucidez, inda que cortando na própria carne!

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marco

31 de maio de 2021 às 18h31

A matéria já foi votada desde 2015 com a maioria dos votos das esquerdas.
O stj ,com minúscula mesmo é que se recusa cumprir a lei.
Interessante é a defesa que os chamados progressistas fazem da urna “tabajara”, de primeira geração e não auditável.
Estou começando a achar que o “grande acordão” precisa desesperadamente da urna “tabajara”.

Responder

    Liliana

    01 de junho de 2021 às 18h54

    Concordo em genero, numero e grau. O que mudou pra os progressistas de 2015 defensores, para 2021 detratores. Leio em muitos blogs de esquerda a defesa do indenfensavel. Miguel do Rosário, pelo amor de Deus não vamos desinformar as pessoas. O que está em jogo nao é um papel que será levado para a casa, isto nao existirá. E sim uma impressora acoplada a urna que, o eleitor após conferir, depositará em uma outra urna inviolavel. Será uma forma de auditar, pois nos urnas eletronicas são inauditaveis, seus codigos são fechados, e por um acaso o TSE liberará estes codigos. So porque o Bolsanaro defende temos que ser contrários? Se o Bolsanaro falar que a terra é redonda, só para contrariar diremos que é plana?

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