Hallal na CPI: parte das mortes por Covid é responsabilidade direta do presidente da república

Foto: Agência Senado

Nesta quinta-feira, 24, o epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas (RS), Pedro Hallal, prestou depoimento como convidado a CPI da Pandemia no Senado Federal.

De acordo com ele, a responsabilidade pelas mortes por Covid-19 no Brasil é de Jair Bolsonaro. “Um pedaço dessas mortes é de responsabilidade direta do Presidente da República”, disse.

Hallal estima que, se o Governo Federal tivesse fechado contrato em 2020, cerca de 4,5 milhões de doses do imunizante da Pfizer que poderiam ter sido entregues até março e mais 49 milhões de doses da chinesa Coronavac produzida em parceria com o Instituto Butantan, poderiam ter sido entregues até maio.

“São 95,5 mil mortes especificamente relacionadas à demora na assinatura da Pfizer e da Coronavac”, disse após ser questionado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL).

O professor também falou sobre um estudo feito por pesquisadores da USP que estimou que 145 mil mortes poderiam ter sido evitadas se o Governo Bolsonaro tivesse feito um cronograma de vacinação mais avançado.

O índice considera não apenas a demora na compra dos imunizantes mas também a disponibilidade total dessas doses. Ou seja, se o Palácio do Planalto tivesse escolhido o percentual de 50%, em vez de pífios 10%, pelo consórcio Covax Facility.

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