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Lula, a Nicarágua e as pegadinhas da mídia

Por Miguel do Rosário

24 de novembro de 2021 : 12h02

Uma entrevista do ex-presidente Lula ao jornal El País, divulgada por esses dias, produziu uma sequência de ruídos.

Primeiro foi divulgado um trecho recortado, no qual Lula comparava a extensão do mandato de Ortega ao de Angela Merkel ou Felipe Sanchez, e tomava um “sabão” da jornalista.

O presidenciável Sergio Moro (Podemos) rapidamente explorou o episódio, publicando um retuíte comentado com uma crítica: “É o PT com a “democracia” de Ortega que queremos para o Brasil?”

As críticas a Lula não vieram apenas de seus adversários. Muitos “neutros” e apoiadores do ex-presidente protestaram contra sua fala.

Alguns minutos depois, todavia, internautas postaram o trecho completo, onde se vê o início e o fim da fala do ex-presidente, que alteram expressivamente todo o sentido de sua opinião.

Ao ser confrontado com a situação da Nicáragua, Lula inicia sua resposta com uma crítica contundente à figura do “pequeno ditador” que se acha “insubstituível”, e menciona a necessidade de “alternância de poder”. Em seguida, pondera: “posso ser contra, mas não posso ficar interferindo”.

Ao final da resposta, após a justa observação da jornalista, de que Angela Merkel não mandou prender opositores, Lula acrescenta uma crítica mais direta a Ortega, presidente da Nicarágua: “se ele prendeu a oposição para ganhar a eleição, ele está totalmente errado”.

Diante do trecho completo, as críticas a Lula amainaram, mas não cessaram. Muitos queriam que Lula tivesse sido mais enfático e mais claro em sua crítica a Ortega. Os jornalões publicaram editoriais furibundos. Do lado progressista, além da crítica propriamente política à fala de Lula, também vieram comentários sobre a suposta falta de malícia do ex-presidente, que teria jogado uma casca de banana para si mesmo.

Por fim, a coisa degringolou num debate confuso, com quatro posições dominantes:

1 – De um lado, vimos aqueles que não viram nada demais na fala de Lula. O ex-presidente inicia a resposta com uma crítica conceitual à figura do “pequeno ditador” latino-americano que se acha insubstituível, e a termina com uma crítica direta, embora condicional à uma confirmação das denúncias, ao presidente da Nicarágua. Nesse grupo, imagino eu, ficou a maior parte da esquerda. Os críticos a Ortega ficaram satisfeitos com as críticas de Lula. Os que não são críticos a Ortega gostaram de seu tom diplomático, ao estilo defensor da “autodeterminação dos povos”.

2 – De outro, vimos aqueles que não gostaram da resposta de Lula, pois queriam uma crítica feroz e explícita ao presidente da Nicarágua. Entre esses tivemos a maior parte da direita, como os apoiadores de Moro e Bolsonaro. Editorialistas da mídia viram a fala do petista como uma oportunidade para levar adiante a estratégia de debilitar, desde já, a imagem do ideário progressista, associando-o a defesa de regimes autoritários. Se for necessário engolir novamente Lula em 2022, parecem pensar, que seja um Lula submetido aos ditames do discurso hegemônico da mídia corporativa.

3  – Tivemos ainda o grupo razoável, de ideário progressista, que viu a fala de Lula como um erro de estratégia política, não tanto pela fala em si, que não diz muita coisa, mas no contexto de outros episódios que produziram ruídos semelhantes. Esses episódios foram as recentes defesas, por Lula, de uma regulamentacão tanto da mídia como das redes sociais, e a publicação no site do PT, embora desautorizada logo depois pela presidenta nacional do partido, de uma saudação a Ortega por sua vitória eleitoral.

4 – Há também aqueles que se apressaram em rotular qualquer tentativa de esclarecimento ou contextualização da fala de Lula como “passar pano” para o petista. Entre esses, vimos principalmente apoiadores de Ciro Gomes, que espreitam as redes dia e noite à cata de oportunidades para constranger ou criticar o ex-presidente, com ou sem razão.

Filio-me ao primeiro grupo. Com todo o respeito aos grupos três e quatro (mas não aos oportunistas do grupo dois), acho sinceramente que a fala de Lula foi objetiva, diplomática e, sobretudo, atenta ao princípio de autodeterminação dos povos.

Lula não é um militante político qualquer. Ele já foi presidente duas vezes, e pode vir a ser novamente uma terceira, a partir de 2022, e tem experiência suficiente para saber que a maneira mais inteligente de se manter influente no cenário internacional é evitar fazer críticas agressivas a um presidente ou governo de outro país. Isso não ajudaria nem o Brasil nem a Nicarágua. O governo Ortega pode ser uma ditadura execrável, mas há maneiras mais inteligentes e objetivas de ajudar o povo nicaraguense a reencontrar o caminho democrático  do que agressões via imprensa. Como presidente, Lula terá que dialogar com Ortega, presidente eleito do país, e não com a oposição. Ah, mas a Nicarágua é uma economia insignificante, e o Brasil não perderia nada se rompesse relações com o país. Não se deve jamais pensar assim, ainda mais o Brasil, que vai precisar de todo mundo. Todo país é importante.

Se Lula fizer uma crítica direta a Ortega, por prender opositores, será cobrado para fazer o mesmo tipo de crítica à China, que também prende opositores, à Arábia Saudita, à Turquia, à Russia. Isso sem falar nos Estados Unidos, que tem seus milhares de presos políticos, além de possuir um serviço de inteligência acusado de patrocinar golpes e assassinatos políticos mundo à fora .

Diplomacia não é para amadores. Há regimes autoritários em toda a parte. Alguns não costumam ser criticados pelas mídias corporativas, nem candidatos a presidência de países em desenvolvimento são cobrados a criticá-los em entrevistas. O Catar, por exemplo. Quando Lula participa de entrevistas, jamais se vê os repórteres cobrando de Lula uma condenação à ausência de processo democrático nas monarquias árabes.

O El País, a despeito de ser um jornal progressista em diversos aspectos, tem um histórico complicado quando se trata de lidar com os problemas políticos da America Latina. O jornal apoiou em editorial, por exemplo, a tentativa ridícula de Juan Guaidó de se autoproclamar presidente da Venezuela.

Aliás, tanto o El País como o atual primeiro primeiro ministro espanhol, Pedro Sanchez, apoiaram Guaidó, o que reflete, na minha concepção, a cegueira política do jornal e do establishment progressista espanhol, sobre a dinâmica política latino-americana, além de pouco respeito pelo princípio da autodeterminação dos povos.

Igualmente não me consta que o El País tenha feito editoriais contra o golpe de 2016 no Brasil, que derrubou a presidenta Dilma com acusações ilegais, tampouco em defesa da liberdade do ex-presidente Lula. Os jornalistas do El País não cobravam, de governantes de outros países, que fizessem críticas ao governo Temer, que permitiu a prisão do principal opositor de Jair Bolsonaro, abrindo caminho para sua vitória.

Por tudo isso, vemos que há muita hipocrisia, oportunismo, exageros retóricos e ignorância sobre o princípio de autodeterminação dos povos, nessas cobranças que se faz a Lula de condenar governos latino-americanos, por mais autoritários que estes sejam.

Há um outro trecho da entrevista de Lula ao El País, que é muito mais interessante. Perguntado sobre um suposto declínio do espírito democrático no continente americano, detectado em pesquisa recente do Barômetro, Lula dá uma resposta instigante para quem se interessa por ciência política, especialmente quem estuda democracia.

“O populismo, o radicalismo de direita, o fascismo, não estão em fase descendente. Eles estão cada vez mais agressivos. Estão crescendo em vários lugares. Os democratas precisam aprender que democracia é uma coisa séria. O povo não quer democracia para gritar que está desempregado. Ele quer emprego. O povo não quer democracia para gritar que ele está com fome. Ele quer comer. Nós precisamos cumprir o que nos comprometemos com o povo, senão o povo não tem porque acreditar em democracia”.

Não há dúvidas de que Lula é um democrata, porque ele já governou o país por dois mandatos, e jamais se viu qualquer tipo de excesso autoritário em sua gestão. Caso seja eleito, é se esperar que ponha a diplomacia brasileira para lutar por mais direitos humanos e mais democracia em todo mundo, mas com respeito absoluto ao princípio de autodeterminação dos povos, sem dois pesos e duas medidas, e entendendo a democracia não apenas como um conceito abstrato, uma concepcão vazia, puramente acadêmica, e sim como um princípio vital, uma prática política, uma disposição física de lutar contra a desigualdade, a fome e o desemprego.

Entrevista completa de Lula ao El País:
https://www.youtube.com/watch?v=U1Y8zqBqQqE

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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16 comentários

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Julia

26 de novembro de 2021 às 13h08

Creio que só vc acredita em tudo isso aqui que escreveu… a fala dele ficou muito clara. Não há exagero, não distorção.
Ou vc realmente acredita nessa papagaiada que esse ladrão fala? Eu hein? Nem Jesus na causa.

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Batista

25 de novembro de 2021 às 13h06

“Será que muitos da esquerda, QUEREM QUE SUAS REDES SOCIAIS SEJAM MONITORADAS, como em alguns países?”

Fofo e inocente, Tiãozinho, além de confundir Regulamentação com Monitoração, nunca parou pra pensar quem (e por que) paga a conta pra essa gente toda, bronzeada e boa, ficar se estendendo e relaxando para mostrar seu valor, ‘de grátis’ todo tempo, fisgados e feitos ‘malas de mascate’, nas tais redes, algoritmicamente, desinteressadamente ‘sociais’?

Angela Merkel, François Hollande, Martin Schulz, Dilma Rousseff e mais uma fieira de importantes dirigentes mundiais, que o digam, né, Edward Snowden?

E assim caminha a humanidade para os ‘Yes, nós temos bananas’, porém agora…

“O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato
Vai entrar no cuzcuz, acarajé e abará
Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá
Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos samber,
Que nós queremos samber, que nós queremos…”

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Nelson

24 de novembro de 2021 às 23h27

Já faz pelo menos 9 anos que o grande bastião da democracia vem assassinando Julian Assange à conta gotas. Porém, dos que se dizem defensores da democracia, dos direitos humanos, da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, nenhuma crítica vimos à perseguição implacável que os governos dos EUA têm empreendido ao jornalista australiano.

Qual o crime de Assange? Ele ousou expor parte, pequena, da imensa, monumental podridão desse “bastião da democracia”. E a democracia estadunidense, da qual, em sendo a democracia que quer que acreditemos que seja, todo mundo esperava que buscasse punir os culpados pela podridão, optou por caçar o denunciante.

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Nelson

24 de novembro de 2021 às 23h26

Os adoradores, capachos, sabujos, baba-ovos daquela que é, verdadeiramente, a maior ditadura do planeta não gostam de perder a menor oportunidade de bajulá-la, de mostrar todo o seu servilismo.

E a declaração do Lula foi mais uma que eles não quiseram perder e aproveitaram para desandar a escrever comentários estritamente dentro dos parâmetros impostos por tal ditadura.

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Nelson

24 de novembro de 2021 às 23h25

O governo que ousar colocar os interesses de seu povo e de seu país em primeiro lugar e, com isso, desobedecer às ordens e aos ditames dos países ricos, Estados Unidos à frente, vai, ainda que seja feito só de anjos, ser chamado de ditador, genocida, terrorista e outros quetais pelos órgãos da mídia hegemônica e seus comentaristas.

Já o governo que permitir às megacorporações capitalistas dos países ricos disporem, a seu talante e a baixo preço, das riquezas existentes em seu país e, com isso, obterem gordos e crescentes lucros, deixando o povo, legítimo dono das riquezas, mergulhado em eterna pobreza e desassistência, será tratado de forma diferente.

Os mesmos órgãos da mídia hegemônica e seus comentaristas vão nos vender tal governo como sendo uma democracia que respeita os direitos humanos, moderno, pois atento às questões de seu tempo e adepto de um tal livre mercado.

Simples assim.

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Tiago Silva

24 de novembro de 2021 às 22h42

Filio-me a corrente 3 descrita no texto… Kkkkk

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Arthur

24 de novembro de 2021 às 17h14

Vcs vão querer ficar passando pano no q o Lula disse, é???

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Tony

24 de novembro de 2021 às 16h00

Qual seria o progresso promovido por esses autoproclamados progressistas que ainda estão grudados ao saco de Lula no ano de 2021…?

Esse sujeito se alimenta e brinca com a cara de quem foi idiotizado por ideologias podres…falta o que pra perceber ?

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Alexandre Neres

24 de novembro de 2021 às 15h29

Miguel, deixe-me só acrescentar um pequeno aspecto quanto ao trecho recortado bisonho e repercutido pelo juiz ladrão e corrupto: a legitimidade de Lula ao questionar o assunto decorre do fato de que também foi mantido preso e impedido de disputar as eleições com as maiores chicanas. Por que a imprensa tão zelosa da democracia não fez tanto alarido no caso de Lula? Um peso e duas medidas? Óbvio que o marreco de Maringá não se manifestou sobre a parte que lhe toca.

Nós, da esquerda, temos críticas ao regime de Cuba, da Venezuela, da Nicarágua. Sabemos também do massacre diuturno que sofrem tais países pela imprensa ocidental que quer se apropriar do rótulo de democrática. Se quisermos influir em tais países para que mudanças ocorram, o faremos nos fóruns próprios, nas internas, não nos juntando ao coro dos hipócritas. Seremos dentro em breve novamente a liderança da região. Não queremos que a Venezuela volte a ser quintal dos Isteites como sempre havia sido. Os EUA são democráticos? Qual o país que promoveu mais golpes e ditaduras em nossa América Latina? Guantânamo? Abu Ghraib? Guerra do Iraque produzida por mentiras com apoio da mídia? Snowden? Assange? Ora, faça-me o favor.

A título de exemplo, a imprensa ocidental quase que em uníssono pespega no Irã o rótulo de eixo do mal. O Irã tem uma classe média pujante, ilustrada, ao passo que a Arábia Saudita, uma ditadura sanguinária, passa batida pelos paladinos da democracia.

Por fim, mas não menos relevante, o que dizer dos nossos conterrâneos quando o ex-rei da Espanha mandou Chávez se calar e eles acharam graça. Não se enxergam, não sabem quem são até hoje. Haja complexo de vira-lata! Tal figura execrável usurpou o trono, matando o próprio irmão “por acidente”, corrupto, mas nesses casos os moralistas sem moral fazem vista grossa. Dizer o quê?

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Sebastião

24 de novembro de 2021 às 14h57

Que bom, que uma pessoa com viés de esquerda, sem paixão, pôde fazer este post.

Lula é experiente, e as vezes, pode cair nesses tipos de deslize que a mídia busca incessantemente.

Lula já foi presidente, e foi muito republicano – muito mais que Temer e que Bolsonaro(este nem deveria ser mencionado). Contudo… Nunca falou de regulações.

Meu voto é de Lula, mas se essa regulação das redes sociais persistirem, anulo meu voto. E muitos jovens, farão o mesmo. Deixa isso pro Congresso e para a justiça. E detalhe, que as redes sociais, quer queira ou não?! Punem as fakes News. Só olhar como lives e posts de Bolsonaro já caíram, seja no Instagram ou Facebook. Assim como contas sendo canceladas no Whatsapp.

Agora, o perigo é o Telegram, que por não ser americano, muitos da esquerda preferem. Porém, não tem o mesmo controle que Meta, Google e Microsoft. Será que muitos da esquerda, querem que suas redes sociais sejam monitoradas, como em alguns países?

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EdsonLuiz.

24 de novembro de 2021 às 14h52

Autodeterminação dos povos nåo pode ser um disfarçar! Nada em política deve servir a disfarces!

A autodeterminação dos povos… é dos povos, nåo dos ditadores!

Se eu prendo o povo; se eu prendo os do povo, o povo não tem autodeterminação. A única determinação é a dos autoritários, de se moverem dentro da democracia para conspirar contra a própria democracia. Autoritários asfixiam a democracia à medida em que se fortalecem no poder, e aSsfixiam a democracia proporcionalmente à força que acumulam. Autoritários podem, em um primeiro momento, não manifestarem seu autoritarismo no país que governam. Qualquer país está imerso em uma realidade econômica e social que espelha sua geografia. A realidade política de um país também espelha a sua proximidade humana (ou desumana). O que um autoritário não pode antecipar na sua realidade mais direta, ele pode fazê-lo logo ali, no quintal do vizinho. Se obtiver sucesso, cumulativamente constrói o ambiente, a conjuntura e a acumulaçåo de força para dar o golpe de misericórdia na democracia local. Se em um país regionalmente muito forte o autoritário não pode antecipar a realizar seu arbítrio, por seu país ainda contar com instituições e disposição democrática suficientes para constrangê-lo, ele pode, usando exatamente a força e os instrumentos de que essa democracia lhe investe, para estuprar a democracia nos países vizinhos.

Mas se alimentarmos o autoritário pensando que se trata de uma lagartixa, rodeando suas escaramuças e a de seus adeptos contra a imprensa profissional, esteio maior das liberdades, contra as casas de representaçåo, corrompendo-as, contra a estrutura econômica, se corrompendo e sendo corrompidos, logo a lagartixa vai mostrar que ė um jacarė. Mais um pouco de comida para o réptil e ele mostra que ė um crocodilo.

Quando você acordar, tomará o susto de não só ter sido cúmplice do arbítrio e do assassinato e amordaçamento de toda a cidadania do venezuelano, do nicaraguense e do cubano, mas estará você imerso na realidade torpe do arbítrio. Se você alimentar crocodilos pensando que alimenta uma pobre lagartixa, quando acordar será você que estará vivendo como hoje vive (ou não vive) um cidadão da Venezuela, de Cuba, da Nicarágua.

Lembra Bertold Brecht.
Lembre-se de Bertold Brecht.

(E alguém que puder me fale, por favor, dos 580 cubanos ainda presos por participarem ordeiramente e em silêncio das manifestações com a fome e por liberdade. Eu não consegui mais acessar os blogues da ilha).

(Se puderem, também me falem se Lula e o PT fizeram autocrįtica e se posicionaram com firmeza por autodeterminaçåo do povo cubano, contra a ditadura que promove a miséria, a censura e o arbítrio naquela ilha).

Outrossim: nós, brasileiros, talvez nåo tivéssemos conseguido nos livrarmos do arbítrio, da censura e da violência da nossa última ditadura se forças política de práticas e progressistas (realmente democráticas e progressistas) pelo mundo afora não tivesse prestado solidariedade democrática veemente e sem disfarces na defesa do restabelecimento da democracia no Brasil.

Se você, defensor do arbítrio, não puder deixar de ser covarde, ao menos deixe de ser cínico.

Abaixo a ditadura de ultra-esquerda da Nicarágua!
Abaixo a ditadura de ultra-esquerda de Cuba!
Abaixo a ditadura de ultra-esquerda da Venezuela!
Abaixo a ditadura de ultra-direita de El Salvador (e, por favor, não seja cínico e abandone os oprimidos pela atual ditadura salvadorenha alegando respeito à autodeterminação. Sem a solidariedade internacional tudo teria sido mais difícil para nós aqui no Brasil durante a última ditadura, ditadura de B(b)rilhante U(u)stra, ditadura de jair bolsonaro; sem a nossa solidariedade tudo serä ainda mais difícil para o cidadåo El salvadorenha oprimido)!

Abaixo a ditadura filipina (de ultra-direita)!
Abaixo os autoritários da Polônia e da Hungria (de ultra-direita)!

Abaixo todas as ditaduras!
Solidariedade a todos os povos oprimidos do mundo!
Suas dores, nossas dores!

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Manoel

24 de novembro de 2021 às 14h43

Nicarágua ? Daniel Ortega ? kkkkk….acham mesmo que influenciam na intenção de votos…o Povão não sabe onde fica , quem é , muito menos o seu significado. Acho que a mídia , Globo ….Fôlha …distraíram , desviaram o foco do Paulo Guedes o 171 . Já disseram TUDO sobre o Lula , não há mais o que se falar , criar e inventar , o Povo sabe através da Globo que – Lula é rouba , chefia quadrilha, mensalão ,petrolão mas….vai votar NELE mesmo assim !!! Acho que o Povo está aguardando esta oportunidade ÙNICA de se redimir. Vai ser um baita susto , quando abrirem as Urnas . Menos para mim.

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Francisco*

24 de novembro de 2021 às 14h04

O mais interessante da ‘fake news’ em questão, dada a obviedade revelada pelo vídeo com a entrevista completa, pelo menos a quem é capacitado a fazer o ‘ó’ com o copo e sabe-lo ‘ó’, é a nudez lascivamente pegajosa, nauseabunda, crua e desesperada, explicitada no forçado episódio pela cada vez mais protagonista ‘mídiazona’, braço manjado da golpista classe dominante, utilizado para manter o Brasil dependente e ela hereditária capataz da Colônia, ao assumir diretamente a estratégia bolsonazi padrão ‘Mamadeira de Piroca’, operando-a com as próprias patas, digo, pautas.

Tamanho é o desespero e a certeza de impunidade dessa ‘Gente de Bem’, que, sem saída, com a alternativa da terceira via congestionada de candidatos com motores fundidos e pneus desgastados, resolveram repetir o mais dos mesmos, de 2018, ignorando que estamos no final de 2021 e o incompetente que guindaram a desgovernar o Brasil e que agora querem substituir, desde então já fez tanto e bem o desserviço anunciado, que deixou o país de pernas pro ar, prostrado, à espera da Solução mais que óbvia, única, que tentam mais uma vez destruir, como se possível fosse, tal qual enganar a tantos, durante todo tempo.

“Uma mentira contada…”, e é bom lembrarem disso, pra já irem se acostumando com o tempo ruim continuado pra banda podre deles, pois maio de 2022 é logo aí e será a vez então da ONU enunciar a Solução, que desesperadamente querem os xucros primatas da classe dominante, novamente, impedir para o Brasil.

Responder

Willy

24 de novembro de 2021 às 13h55

Lula é um Pilantra, sabe se adaptar ao discurso e a onda do momento, està claramente recitando a parte do moderado….é ridiculo que tenha idiotas que ainda acreditam nessa tranqueira no ano de 2022.

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Ronei

24 de novembro de 2021 às 13h52

Lula é um democrata…?!?! Kkkkkkk

Comprar o congresso com dinheiro roubado é uma “atitude democratica”….?

Assaltar dia e noite as empresas publicas para financiar o proprio partido, sindicatos, movimentos, partidos amigos, etc…para pagar campanha eleitoras bilionarias, ganhar as eleiçoes e se manter no poder é uma atitude democratica…?

Receber imoveis de grandes empresas em troca de favores é uma atitude democratica…?

Ver rios de estrume passando de baixo do prorpio nariz e nao fazer nada sabendo que isso o manteria no poder é uma atitude democratica ?

O receptaculo de ditadores do Foro de Sao Paulo tem algo a ver com a democracia ? O que se aprende junto a Chavez, Fidel, Ortega, Kirschner e merdalha varia tem algo a ver com a democracia ?

Em todos os esquerdistas mora um Fidelzinho Castro e sempre oscondem a vontade do poder absoluto atràs desse desejo do povo por comida e emprego…como se isso fosse democracia. Os flertes do PT com ditaduras ao redor do Mndo foram varios, latino americanas, africanas, Gheddaffi e Saddam inclusos.

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Efrem Ventura

24 de novembro de 2021 às 13h28

Lula e o PT sao parte do Foro de Sao Paulo…o que essa merdalha sabe de democracia ?

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