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Economista de esquerda rebate neoliberal da Globo

Por Miguel do Rosário

12 de dezembro de 2021 : 09h11

O economista André Roncaglia, da Unifesp, fala sobre a luta para desconstruir falácias da direita contra projetos de desenvolvimento liderados pelo Estado.

Roncaglia participou de conversa com o âncora Miguel do Rosário, o jornalista Felipe Pena e o cientista político Leonardo Rossato, e falou de seus vídeos de reação a comentários, também em vídeo, do jornalista Pedro Doria, da Globo.

Doria tem feito vídeos para demonizar políticas de desenvolvimento.

Os “reacts” de Roncaglia – já foram dois – são verdadeiras aulas de economia política!

Assista ao vídeo!

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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4 comentários

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Nelson

14 de dezembro de 2021 às 12h51

Os órgãos da mídia hegemônica não têm qualquer compromisso com a liberdade de imprensa ou liberdade de expressão. Como empresas capitalistas que são, sua prioridade primeira, não raro a única, é fazerem lucros. A liberdade de imprensa vem depois, se possível. Então, a grande imprensa nada tem de livre; é, na verdade, uma escrava do dinheiro.

Dito isto, é claro que a grande mídia vai defender apenas os interesses do grande capital, dos milionários e bilionários, pois é este segmento da sociedade que tem dinheiro para nela injetar. Trabalhadore(a)s e o povão em geral dispõem de uma quantidade de renda que mal dá para ir tocando a vida. Por óbvio, então, não terão verba para anúncios e não irão enriquecer as empresas de mídia.

Assim, não surpreende o fato de que o espaço que a grande mídia concede às causas do povo seja ínfimo ou mesmo inexistente. Essa mídia faz o possível e o impossível para fugir do debate. No debate ficaria flagrantemente exposta a posição da mídia hegemônica, inflexível e sempre favorável apenas ao grande capital.

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EdsonLuiz.

13 de dezembro de 2021 às 16h37

“economista de esquerda” não existe!
A profissão de economista, mais que outras profissões, mais até que a profissão de historiador, exige que não seja definida por um adjunto ou complemento nominal.

Existe economista! Não existe conomista de esquerda, economista de direita, economista isso, economista aquilo. Se você vir alguém definindo outro como economista de direita, economista neoliberal, e definindo a si como economista de esquerda, pode saber que ele não é exatamente economista, e que certamente nem fazer conta sabe: trata-se, sempre, de alguém que estudou economia com vontade de ser sociólogo, e não conseguiu ser nenhuma destas coisas.

São várias as escolas de pensamento econômico, nenhuma delas autossuficiente. Dependendo do problema a ser tratado e resolvido, as propostas de solução de determinada escola podem ter mais relevância para a solução do problema, nenhuma utilizada sozinha. Ilustra esse aspecto do trabalho do economista o esforço para a estabilização da economia brasileira, para superar o desastre econômico engendrado no período da ditadura militar pelos erros cometidos pelos economistas da ditadura, principalmente por eles priorizarem ferramentas de escolas conservadoras independentemente do problema a ser tratado. A equipe articulada por Fernando Henrique Cardoso quando este foi indicado ministro da economia pelo então presidente Itamar Franco, que iniciou a estabilização, nada tinha de conservadora, mas muitas das ferramentas econōmicas aplicadas foram ferramentas conservadoras, escolhidas a partir do diagnóstico do estado da nossa economia naquele momento.

Cabe aqui chamar a atenção de bons petistas – dos petistas impenitentes é perda de tempo tentar qualquer diálogo – para a continuação que a estabilização iniciada por Fernando Henrique teve no governo Lula-1, na mesma linha e com ainda maior relevância em ferramentas econômicas conservadoras. As coisas na nossa economia iam se arrumando, mesmo que
de modo insuficiente para as nossas necessidades e sem que tanto Fernando Henrique nem Lula fizessem priorização focada no interesse de trabalhadores menos favorecidos (Fernando Henrique avançou programas de distribuição de renda, nisso também continuado por Lula, mas sem mudança estrutural na realidade do trabalhador por nenhum dos dois). Quando Lula, em seu segundo mandato, abandonou as ferramentas conservadoras para acelerar ampliação de gastos públicos e mudanças econômicas baseadas em aumento de crėdito subsidiado e consumo dos governos e das famílias baseados em aumento de dívida, para capitalizar eleitoralmente o crescimento econōmico artificialmente criado, deitou por terra todos os avanços, ainda que insuficientes, que o Brasil tinha conquistado e em poucos anos nós voltamos para um quadro econômico de recessão, desemprego, baixo investimento e aumento de inflação e taxa de juros.

O que eu quero chamar a atenção de petistas ė para o fato de reproduzirem as falas agressivas e erradas de doutrinadores toscos das Telas171, especialmente com o uso errado do termo e conceito que envolve a escola neoliberal, sendo que sempre foi mais que evidente o uso por Lula das mesmas ferramentas neoliberais na continuação do projeto de estabilização. Ao abandonar essa linha, o PT destruiu em poucos anos os avanços conseguidos. Então, por que continuar fazendo essa carga desqualificadora se, mais uma vez, para corrigir os atuais problemas econômicos, problemas que dessa vez foram engendrados pelo próprio PT, muitas das ferramentas neoliberais terão que ser novamente acionadas… E serão?

Existe economista que ė conservador; existe economista que é liberal, talvez atė exista economista que seja marxista. Mas não existe economista conservador ou economista liberal. Usar adjuntos ou complementos ideológicos para definir profissionalmente um economista só serve para dizer o que ele não ė, mesmo se ele próprio vestir a fantasia!

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Batista

12 de dezembro de 2021 às 20h56

Aula de economia política????
Economia política é uma falácia do começo ao fim!!

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Adevir

12 de dezembro de 2021 às 20h54

Se o André roncaglia rebate alguém, certamente o rebatido esta certo.

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