Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Imagem: Vinícius Dias

Candidatura de Otto Alencar (PSD) ao governo da Bahia está praticamente acertada

Por Gabriel Barbosa

25 de fevereiro de 2022 : 13h25

Na noite desta quinta-feira, 24, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), se reuniu com o senador Otto Alencar (PSD) e algumas lideranças da base aliada para definir os ponteiros sobre a disputa pela sucessão. O encontro aconteceu no Palácio de Ondina, sede do governo baiano.

Como se sabe, o senador Jaques Wagner (PT-BA) comunicou a Executiva Nacional do PT e ao próprio Lula que vai continuar no seu mandato de senador até 2026, abrindo mão da sua pré-candidatura.

Já na reunião de ontem, Rui e Otto acordaram que o petista será candidato ao Senado e o principal fiador da candidatura pessedista ao executivo baiano. Antes de se reunir com o governador, Otto teve uma conversa com a bancada federal do PSD da Bahia.

No entanto, é bom frisar que devido a decisão tomada de última hora, será necessário que Otto dialogue com boa parte da base governista para comunicar sobre sua candidatura. Ele deve aproveitar o feriadão de Carnaval para conversar com as lideranças.

A avaliação é que se a candidatura de Otto for bem recebida pelas forças políticas locais (incluindo os partidos de esquerda como o PSB, PCdoB e o próprio PT baiano) e se mantiverem unidos, existirá a possibilidade do ex-presidente Lula (PT) participar do lançamento da chapa, no início de março. Até o presente momento, o nome cotado para ser o vice é o atual deputado federal Ronaldo Carletto (PP).

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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3 comentários

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Alexandre Neres

26 de fevereiro de 2022 às 15h15

Concordo, em parte, com o amigo Tiago Silva. Discordo no tocante a Pernambuco. O PT tem que ceder em Pernambuco, onde os caras são fortes, senão não vai ceder em lugar algum, tornando difícil fazer qualquer composição com o PSB. Isso colaria na testa do partido a pecha de hegemônico.

Por sua vez, acho que o PT vai entregar de mão beijada para o Malvadezinha um dos seus redutos mais importantes, se não o mais, qual seja, a boa terra.

Acho que pode acontecer o mesmo que ocorreu em BH. O PT dominava a capital mineira com as boas gestões de Patrus, Pimentel e Célio de Castro. Eis que o péssimo governador Pimentel, que não moveu uma palha para defender sua amiga Dilma, fez um acordo com o PSDB de Aecin para eleger o horroroso Márcio Lacerda (PSB). Resultado: nunca mais o PT foi competitivo em BH, colecionando votações pífias.

Com todo o respeito ao amigo Gabriel Barbosa, Rui Costa e Camilo Santana são bons gestores, competentes, sérios, mas politicamente são fracos. São neoliberais de esquerda. Sob a liderança de um deles o PT sucumbiria, se tornaria um partido igual aos outros.

Espero que tal decisão de Jaques Wagner traga algum bom fruto em âmbito nacional, porque regionalmente é um fiasco.

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Belchior Medeiros

26 de fevereiro de 2022 às 01h13

O PT desistiu porque sabe que a eleição está ganha por ACM Neto.

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Tiago Silva

25 de fevereiro de 2022 às 22h00

Mesmo com todo esforço e popularidade de Lula… a tendência é o PT perder os Governos da Bahia e Pernambuco em busca de “governabilidade” no CN que não terá sem ter muitos governadores e parlamentares de sua legenda. Parece que querem reeditar o mesmo script do Golpe servindo de “escada eleitoral” para quem depois vai chutar a escada (sem ninguém/governador para segurar essa escada).

É muita limitação cognitiva de Lula e da cúpula do PT que parece que só conhecem um caminho político (que sempre tende ao desastre… e depois ficar torcendo para que algum desqualificado como o Bozo reabilite o PT eleitoralmente, o que não é o que aconteceria na Bahia e nem em Pernambuco em que as raposas políticas são mais sagazes que os trapalhões bozistas ou tucanato do PSDB/PSD/Podemos/União Brasil paulista).

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