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Phil Giraldi: ‘Israel pronta para sabotar acordo entre EUA e Irã’

Em entrevista ao Judging Freedom, Phil Giraldi alerta que Israel pode sabotar acordo EUA-Irã, até com falsas bandeiras, e critica influência do lobby israe

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Na quarta-feira, 24 de junho de 2026, o ex-agente da CIA e analista Phil Giraldi participou do programa Judging Freedom, apresentado pelo juiz Andrew Napolitano. O tema central foi a frágil memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã e a disposição de Israel em sabotá-lo. Giraldi alertou que o governo de Benjamin Netanyahu, em aliança com ministros como Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, vê qualquer acordo como um veneno e fará tudo para reverter ou subverter o processo.

Segundo Giraldi, a pressão israelense sobre o presidente Donald Trump pode assumir formas violentas. “Isso significa que a porta está aberta para ações como bandeiras falsas, para encenar situações que motivem os Estados Unidos a voltarem para casa, para Israel”, afirmou. Ele recordou o ataque ao navio USS Liberty, em 1967, e mencionou suspeitas de envolvimento israelense no assassinato de John F. Kennedy e no conhecimento prévio dos ataques de 11 de setembro. “Eles ficariam felizes em afundar um navio da Marinha americana e matar 300 marinheiros, então estão bastante dispostos e capazes de fazer esse tipo de coisa”, acrescentou.

O analista também destacou o poder do lobby israelense nos Estados Unidos, citando as doações de Miriam Adelson, que teria repassado 250 milhões de dólares a comitês de ação política ligados a Trump. “Eles controlam a narrativa nos Estados Unidos que sai sobre Israel. Esse poder é muito maior que o de Netanyahu para fazer Trump fazer algo que ele talvez não queira”, observou. Para Giraldi, a suspensão da permissão de residência da empresária seria uma medida coerente.

A conversa abordou ainda a declaração do vice-presidente JD Vance, que alertou Israel sobre a dependência de seu patrono americano, e a resposta do deputado Randy Fine, que acusou Vance de desrespeito. Giraldi ironizou: “Ele foi eleito por amar Israel, e não se desviou disso”. Também comentou a ameaça de Ben-Gvir, que sugeriu que Trump “não se machucaria” — interpretada pelo analista como uma insinuação de violência física, semelhante ao destino de JFK.

Sobre o próprio Trump, Giraldi classificou como “doentia” a retórica do presidente, que ameaçou o Irã com “fazer o que temos que fazer” caso o acordo não avance, violando o espírito do memorando. “Se a única opção é violência e ameaças, estamos num beco sem saída”, criticou.

Para o ex-oficial de inteligência, a única saída para evitar uma guerra maior é cortar completamente o apoio militar, financeiro e político a Israel. “Se isso significa puxar o plugue, graças a Deus, vamos fazer isso”, concluiu. Giraldi lembrou que o último premiê israelense a falar em paz, Yitzhak Rabin, foi assassinado por um extremista de direita, e que pesquisas mostram que a maioria da população judaica israelense apoia as operações em Gaza e no Líbano. “Se tiverem que matar você, eles o farão. Nós, americanos, devemos estar muito conscientes dessa possibilidade”, finalizou.

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