FUP se manifesta sobre Assembleia Geral da Petrobrás

Rio de Janeiro - Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

FUP entrará com ação na Justiça Federal e com nova petição na CVM para anular assembleia

Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o desrespeito à Lei das Estatais, o descaso com a governança corporativa e o abuso de direito do acionista majoritário ficaram escancarados na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Petrobrás realizada nesta sexta-feira, 19.

“Vamos entrar com ação na Justiça Federal, na segunda-feira, 22, para anular a assembleia. Além disso, voltaremos com nova representação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”, destacou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, ao comentar o resultado da AGE que aprovou dois candidatos indicados pela União – Jônathas de Castro, secretário-executivo da Casa Civil, e Ricardo Alencar, procurador-geral da Fazenda Nacional (PGFN) – considerados, por unanimidade, inelegíveis pelo Comitê de Elegibilidade (Celeg) e pelo Conselho de Administração da empresa, devido a conflitos de interesses.

“A alternativa será a judicialização do resultado da AGE. Insistiremos na reprovação e anulação da assembleia. A nomeação de pessoas passíveis de conflitos de interesses e sem a necessária formação e experiência no setor de petróleo e gás é inadmissível, pois, além de ferir a lei, ficam mais sujeitas a desmandos do acionista majoritário, podendo trazer prejuízos para empresa a partir de medidas danosas e muitas vezes eleitoreiras. É um precedente que não podemos deixar acontecer”, ressaltou o presidente da Anapetro (associação que representa os acionistas minoritários da Petrobrás), Mário Dal Zot.

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