Nesta sexta-feira, 5, o Ministério Público do Rio de Janeiro divulgou um laudo que aponta que entre 2005 e 2021, a conta bancária do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho de Jair Bolsonaro, recebeu uma quantia de R$ 129,5 mil em depósitos de dinheiro vivo. A informação é da Folha de S.Paulo.
Desse montante, cerca R$ 91 mil não têm origem identificada. Um dos depósitos sem origem, de R$ 10 mil, foi feito uma semana antes do filho ’02’ de Bolsonaro comprar um imóvel em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.
De acordo com o MP, o laudo foi produzido pelo Laboratório de Tecnologia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro do órgão, no âmbito da investigação sobre a prática de “rachadinha” no gabinete do vereador na Câmara Municipal.
O laudo também revela que o maior depósito ocorreu em janeiro de 2010, quando R$ 45 mil foram depositados em dinheiro vivo e sem a identificação do depositante.
O único depósito com origem identificada foi em maio de 2011, quando o próprio Carluxo realizou um crédito em espécie de R$ 38.450. O depositante foi identificado como “Carlos H Bolsonaro”, com erro de identificação da abreviação do primeiro sobrenome, Nantes.