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Mais de 70% dos empregados afastados da Caixa foram por adoecimento mental, aponta Dieese

A Caixa Econômica Federal bateu recordes em 2022 em número de funcionários afastados por acidente de trabalho, indica o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O motivo mais apontado pelos empregados são problemas de saúde mental provenientes do ambiente de trabalho. A Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) solicitou o […]

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal bateu recordes em 2022 em número de funcionários afastados por acidente de trabalho, indica o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O motivo mais apontado pelos empregados são problemas de saúde mental provenientes do ambiente de trabalho.

A Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) solicitou o levantamento, que apontou um “adoecimento mental expressivo” entre os funcionários do banco. Para o presidente da organização, Sérgio Takemoto, o principal motivo foi o modelo de gestão do ex-presidente Pedro Guimarães.

“A gestão de medo e assédio causou adoecimento e sofrimento entre os empregados”, afirma. Guimarães pediu demissão no ano passado após ser acusado de assédio sexual por funcionárias.

No total, 524 empregados deixaram seus postos temporariamente em 2022, ultrapassando o maior pico, em 2013, com 464 afastamentos. Destes, 75,4% indicam que a licença se deu por questões psicológicas e comportamentais advindas do ambiente de trabalho na Caixa.

A quantidade de pessoas atingidas por esse fator acendeu um alerta na Fenae. Em 2012, o índice de afastamento por problemas de saúde mental representava 39,4% dos casos. Além disso, os números dos funcionários da Caixa ultrapassaram toda a categoria bancária no ano passado – segundo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a taxa foi de 57,1%.

Takemoto indica que a mudança de liderança no banco pode ter trazido maior abertura para discussão e condições trabalhistas, embora mais mudanças ainda sejam necessárias. “A cobrança por metas abusivas ainda é um ponto crítico no banco, causando o adoecimento psicológico aos empregados”, declarou.

Procurada pelo jornal Folha de S. Paulo, a Caixa afirma que as informações não procedem e os dados não confirmam a realidade: “O índice de absenteísmo por doença ocupacional da Caixa é o menor do mercado bancário nos últimos três anos”, diz em nota, contrariando as estatísticas.

“A Caixa atua na promoção da saúde e da qualidade de vida de seus empregados por meio da gestão estratégica de ações e programas destinados aos seus empregados. Tais ações têm foco na prevenção do absenteísmo, no bem-estar e na saúde dos empregados, e por objetivo mobilizar para adoção de hábitos saudáveis e conscientização de cuidados para uma vida mais plena e equilibrada que reduza o adoecimento”, concluiu o banco.

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