A negação da política é uma tendência crescente em todo o mundo. É um fenômeno complexo que pode ser explicado por uma série de fatores, incluindo a crescente polarização política, a ascensão das mídias sociais e a sensação de desesperança e desamparo. Coisas que foram estimuladas e promovidas em 2013, na sanha de remover o PT do poder e que acabaram se tornando um trem descarrilhado de erros.
A negação da política pode ter uma série de consequências negativas. Pode levar à apatia política, à diminuição da participação cívica e ao aumento da polarização. Também pode dificultar a solução de problemas e pode levar ao surgimento de líderes autoritários, como foi o caso de Jair Bolsonaro.
Movimento Brasil Livre (MBL) e o Partido Novo são os maiores expoentes desse movimento que sempre dente a piorar a civilidade de uma sociedade ou até mesmo a qualidade e confiança das ações do Estado na sociedade.
E em queda desde a pandemia, já que a emergência de saúde pública fez muitas pessoas entenderem a importância do Estado na vida das pessoas, o movimento foi perdendo cada vez mais mídia e relevância na sociedade, não é por menos que os membros do MBL volta e meia tentam emplacar falsas polêmicas, sejam elas envolvendo réguas ou provocando familiares de vítimas de crimes hediondos.
Já no campo institucional, sem espaço ou força para emplacarem dificuldades ao governo e com uma quantidade quase que inexpressiva de parlamentares engajados com o movimento, restaram as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) no Congresso Nacional para que possam fazer algum barulho.
Na CPMI do 8 de janeiro é comum vermos deputados promovendo gritarias, fazendo caretas ou sussurrando provocações, na CPI do MST, até mesmo melancias foram levadas numa provocação infantil contra um general que prestava depoimento e se não bastasse isso, tivemos o presidente da comissão dia sim e dia também sendo machista e até mesmo gordofóbico com as mulheres parlamentares e que compõem o colegiado.
Institucionalmente, as CPIs são instrumentos da minoria, isso é comum e faz parte das democracias. Mas diante da mais completa inoperância dos conselhos de ética do senado e da câmara, criam um ambiente propício para todo tipo de estripulia.
Chega a ser vergonhoso e melancólico ver o desempenho dos parlamentares e algumas das sessões das comissões onde sobram palavrões, ofensas e provocações dignas de um uma sala de aula de ensino fundamental.
Avesso ao decorro ou qualquer convenção ou norma socialmente imposta, o movimento de negação da política (conhecido como “nova política), encontrou terreno fértil nas comissões que discutem sim temas relevantes para a sociedade mas que adiam importantes debates diante de tanta incivilidade.
Resta saber quando a sociedade irá fazer um sério debate e as instituições vão promover um expurgo desse tipo de perfil delinquente de político.