Nesta altura do conflito entre Israel e Palestina seria irresponsável ignorar o direcionamento genocida que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está tomando para aniquilar os civis da Palestina, que pouco tem a ver com os ataques TERRORISTAS do grupo fundamentalista Hamas.
Com a justificativa de que todos os palestinos são “seres humanos desumanizados”, o governo de extrema-direita chefiado por Netanyahu, por meio de suas forças militares, já destruiu 5,3 mil edifícios e 790 residências, a maioria delas ocupadas por civis, incluindo mulheres, crianças e idosos.
Outros 187 mil palestinos simplesmente perderam suas casas e muitos estão sendo realocados para as 80 instalações da ONU. Inclusive, o presidente Lula, como chefe máximo do Comitê de Segurança da ONU, já convocou uma reunião de emergência para buscar solução para esse desastre.
No que diz respeito ao fornecimento de energia elétrica aos palestinos, o governo de Netanyahu só “autorizou” quatro horas por dia. Vale destacar que essas informações foram divulgadas pelo Escritório de Coordenação Humanitária da ONU (OCHA).
A escassez de água também é outro ponto que tem como responsabilidade direta o governo israelense. A ONU alerta que crianças podem morrer de desidratação e já deixou bem claro para Netanyahu que o cerco a Gaza é uma GRAVE violação. Ontem, o ministro de assuntos militares de Israel, Yoav Gallant, anunciou o “cerco total” à Faixa de Gaza e disse estar lutando contra “animais humanos”.
Informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 13 instalações de saúde em Gaza foram atingidas pelos bombardeios de Israel, destruindo nove ambulâncias e na morte de seis profissionais da saúde, incluindo médicos e enfermeiros. Os estoques de medicamentos nos hospitais estão esgotados, e os centros de atendimento estão em colapso pela superlotação.
Nem mesmo os 18 edifícios da ONU escaparam dos ataques de Israel. Organismos internacionais estão preocupados com a ofensiva israelense em Gaza, que abriga 2,2 milhões de palestinos, possa resultar numa crise humanitária sem precedentes.