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Filipe Martins começa o ano atrás das grades

Mais um golpista em cana. O ex-assessor internacional do então presidente Jair Bolsonaro começa 2026 vendo o sol nascer quadrado. O ex-assessor foi preso preventivamente nesta sexta-feira, em sua casa em Ponta Grossa, e encaminhado para um presídio. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e tem como causa um […]

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Foto: Bolsonaro e o seu ex-assessor Filipe Martins. / Foto: Instagram

Mais um golpista em cana.

O ex-assessor internacional do então presidente Jair Bolsonaro começa 2026 vendo o sol nascer quadrado.

O ex-assessor foi preso preventivamente nesta sexta-feira, em sua casa em Ponta Grossa, e encaminhado para um presídio. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e tem como causa um acesso à rede social LinkedIn.

Martins, que já foi condenado a 21 anos de prisão por atuar na tentativa de golpe de Estado de 2022, cumpria prisão domiciliar desde o final de dezembro. Uma condição desse regime era a proibição de uso de qualquer rede social, sendo que essa restrição se aplicava tanto a ele quanto a terceiros que agissem em seu nome.

O caso começou quando uma denúncia chegou ao gabinete do ministro Moraes. A notícia era de que Martins teria acessado seu perfil no LinkedIn para buscar perfis de outras pessoas. Ao saber do fato, o ministro deu um prazo de 24 horas para a defesa do ex-assessor prestar esclarecimentos.

Os advogados de Martins apresentaram suas explicações. Eles afirmaram que o acesso foi feito exclusivamente por eles, não pelo réu, com o objetivo de coletar e organizar informações que seriam úteis para a defesa. A alegação era de que a atividade foi “silenciosa”, sem qualquer tipo de publicação ou interação na rede social.

A justificativa, no entanto, não convenceu o ministro. Em sua decisão, Moraes considerou que ficou comprovado o uso da rede, o que por si só já representava o descumprimento da medida cautelar imposta. Ele entendeu que a conduta demonstrava “desrespeito pelas normas impostas” e, por isso, converteu a prisão domiciliar em prisão preventiva.

A prisão domiciliar de Martins havia sido decretada dias antes, juntamente com a de outros condenados no processo, como medida de segurança após a fuga de outro réu envolvido na trama golpista. Agora, por ter sua conta acessada, o ex-assessor trocou a restrição de casa pela cela.

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