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Espião da CIA infiltrado no governo Maduro ajudou na prisão

Informante infiltrado no governo venezuelano monitorou passos de Maduro e forneceu dados cruciais para a ação das forças especiais dos Estados Unidos A captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças especiais dos Estados Unidos não foi um evento isolado ou fruto do acaso, mas o desfecho de uma complexa rede de intrigas, alta tecnologia […]

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Operação dos EUA expôs falhas no núcleo do poder
Uso de meios militares para capturar um chefe de Estado reacende temores históricos de intervenção na América Latina / Reprodução

Informante infiltrado no governo venezuelano monitorou passos de Maduro e forneceu dados cruciais para a ação das forças especiais dos Estados Unidos


A captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças especiais dos Estados Unidos não foi um evento isolado ou fruto do acaso, mas o desfecho de uma complexa rede de intrigas, alta tecnologia e cooperação interna. Detalhes revelados por pessoas informadas sobre a missão indicam que a peça-chave para o sucesso da operação foi uma fonte da CIA infiltrada no próprio coração do governo venezuelano, que monitorou cada passo de Maduro nos dias e momentos que antecederam sua detenção.

Essa infiltração expõe a fragilidade da soberania diante do poderio de inteligência de Washington, que utilizou uma combinação de “olhos” humanos e tecnológicos para cercar o mandatário. Além do informante interno, a agência de espionagem americana manteve uma frota de drones furtivos em vigilância quase constante sobre o território venezuelano, mapeando movimentos e posições com precisão cirúrgica.

O preço da lealdade e a nova doutrina da CIA
Embora os métodos exatos de recrutamento da fonte venezuelana permaneçam sob sigilo, ex-funcionários da inteligência apontam que o pragmatismo financeiro pode ter superado a ideologia. A recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelo governo dos EUA por informações que levassem à captura de Maduro é vista como um fator decisivo para a cooperação interna.

A operação também carrega a marca de uma mudança de postura na CIA. Durante sua audiência de confirmação no ano passado, o diretor da agência, John Ratcliffe, já havia sinalizado uma gestão mais agressiva. Ratcliffe prometeu uma agência disposta a conduzir operações secretas não apenas para coletar dados, mas como um braço ativo para “promover a política externa americana” — uma visão que remete a períodos históricos de intervenção direta em nações vizinhas.

Sob o comando do presidente Trump, essa agressividade ganhou autorização formal no outono passado. Em novembro, foi aprovado o planejamento de uma série de ações na Venezuela, sinalizando que a diplomacia havia cedido lugar à força operacional.

Tecnologia bélica e planejamento meticuloso
A preparação para a captura envolveu demonstrações de força prévias. No final de dezembro, a CIA utilizou um drone armado para atacar um cais em território venezuelano. Segundo as autoridades americanas, o local servia de base para uma quadrilha que carregava drogas em embarcações, justificativa utilizada para o uso de letalidade aérea antes da missão principal.

A operação de captura em si é descrita como o resultado de “meses de planejamento meticuloso” e uma simbiose profunda entre a inteligência e o setor militar. Embora o trabalho de campo tenha sido executado pelas forças de operações especiais dos militares dos EUA, o cérebro por trás da logística foi a CIA.

“Uma das pessoas informadas sobre a captura do Sr. Maduro disse que ela foi fruto de uma profunda parceria entre a agência e os militares e envolveu ‘meses de planejamento meticuloso’. Embora a CIA tenha desempenhado um papel crucial no planejamento e na execução da operação, tratava-se de uma operação policial conduzida pelas forças de operações especiais dos militares dos EUA, e não uma operação realizada sob a autoridade da agência.”

O peso da intervenção externa na América Latina
A natureza da missão, rotulada tecnicamente como uma “operação policial”, tenta suavizar o impacto político de uma incursão militar estrangeira para prender um chefe de Estado. No entanto, o uso de drones invisíveis e o suborno de funcionários do alto escalão ressaltam o retorno de uma política externa baseada na força e na vigilância totalitária.

Enquanto Julian E. Barnes, especialista em segurança internacional do The Times, acompanha os desdobramentos dessa crise, a pergunta que fica para a região é o precedente que tal ação estabelece. O uso de recursos de guerra para fins de “policiamento internacional” redefine os limites da autonomia das nações sul-americanas perante os interesses de Washington.

Com informações de The New York Times*

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Rhyan de Meira

Rhyan de Meira é jornalista, escreve sobre política, economia, é apaixonado por samba e faz a cobertura do carnaval carioca. Instagram: @rhyandemeira

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Comentários

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João Ferreira Bastos

03/01/2026 - 16h46

o TRAIDOR fugiu junto com as forças que sequestraram Maduro ???
Se ficou na Venezuela, espero que ele e a família já tenham sido justiçados.


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