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Banho de sangue na captura de Maduro: o mito da operação “fácil”

A captura de Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 3 de janeiro de 2026, passou a ser tratada como incrivelmente fácil. A rapidez do desfecho alimentou especulações sobre possível traição em seu círculo íntimo, algo plausível, mas ainda não comprovado. Isso não torna o episódio simples — nem barato. Segundo o The New York Times, […]

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Maduro preso no navio Iwo Jima

A captura de Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 3 de janeiro de 2026, passou a ser tratada como incrivelmente fácil.

A rapidez do desfecho alimentou especulações sobre possível traição em seu círculo íntimo, algo plausível,
mas ainda não comprovado.

Isso não torna o episódio simples — nem barato.

Segundo o The New York Times, ao menos 40 pessoas morreram durante a operação. Esse número, por si só, afasta qualquer ideia de ação indolor e ajuda a explicar por que o episódio deve ser entendido como um banho de sangue, ainda que concentrado no tempo.

A operação foi cirúrgica no plano militar: objetivo claro, execução rápida e foco direto na captura do alvo. Mas foi também uma ação de grande escala, apoiada por meses de preparação e por uma presença militar prévia relevante na região.

Os Estados Unidos já haviam deslocado frotas importantes da Marinha para a costa venezuelana, capazes de sustentar operações aéreas, logísticas e de comando. Manter um grupo naval desse porte custa, em média, entre US$ 6 milhões e US$ 8 milhões por dia, apenas para permanecer em operação.

A isso se somam os custos do emprego de mais de uma centena de aeronaves, helicópteros, forças especiais e sistemas de comando e controle. Em poucas horas, o uso intensivo de meios aéreos e armamentos pode representar dezenas de milhões de dólares adicionais.

Há ainda um componente decisivo que não aparece no momento da ação: inteligência. O orçamento militar dos Estados Unidos gira em torno de cerca de US$ 1 trilhão por ano, e uma parcela relevante desses recursos sustenta serviços permanentes de inteligência, vigilância, infiltração e monitoramento. É esse investimento contínuo que torna possíveis operações desse tipo.

Considerando o deslocamento naval prévio, o período de prontidão, o emprego de meios aéreos, forças especiais e o trabalho de inteligência acumulado ao longo de meses, uma estimativa conservadora aponta para um custo total entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões. Se todo o esforço estratégico anterior for incluído, esse valor tende a ser ainda maior.

Nada disso sugere facilidade. Sugere concentração extrema de poder militar e tecnológico.

Mesmo que tenha havido colaboração interna ou falhas de lealdade no entorno de Maduro, o desfecho rápido foi resultado dessa concentração de recursos. A rapidez não foi fruto de simplicidade, mas de uma máquina militar e de inteligência financiada por um orçamento gigantesco.

Tratar o episódio como uma “captura fácil” é confundir eficiência com ausência de custo. A operação foi precisa, cara e violenta — e deixou mortos pelo caminho.

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Comentários

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Fanta

04/01/2026 - 15h08

Uma ação perfeita que passará a história da humanidade.


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