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Delcy Rodríguez assume a Venezuela com apoio das Forças Armadas

Após a captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA, as Forças Armadas reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina por 90 dias, em meio a denúncias de violência A política sul-americana sofreu um abalo sísmico neste fim de semana. Após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, as Forças Armadas da Venezuela confirmaram, neste […]

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Enquanto militares pedem retorno gradual à normalidade, EUA condicionam diálogo e aliados como China e Coreia do Norte condenam a ação em Caracas.
Delcy Rodríguez assume interinamente em meio a crise na Venezuela / Reprodução

Após a captura de Nicolás Maduro por forças dos EUA, as Forças Armadas reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina por 90 dias, em meio a denúncias de violência


A política sul-americana sofreu um abalo sísmico neste fim de semana. Após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, as Forças Armadas da Venezuela confirmaram, neste domingo (4), que reconhecem Delcy Rodríguez como a presidente interina da nação. A decisão busca estabilizar o país diante de um cenário de profunda incerteza e denúncias de violência contra a guarda presidencial venezuelana.

O anúncio oficial ocorreu através do ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Em uma transmissão televisiva que parou o país, Padrino endossou a determinação do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). A Corte estabeleceu que Rodríguez deve chefiar o Executivo pelos próximos 90 dias. Portanto, a medida visa assegurar a ordem institucional enquanto o país processa a ausência forçada de seu líder eleito.

Continuidade administrativa em meio ao caos

Ainda durante o sábado, o tribunal superior já havia sinalizado a necessidade de uma sucessão imediata. O objetivo central era garantir a “continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”. De acordo com os magistrados, o corpo jurídico do país iniciará agora um debate profundo. Eles pretendem “determinar o quadro jurídico aplicável para garantir a continuidade do Estado, a administração do governo e a defesa da soberania face à ausência forçada do Presidente da República”.

Essa movimentação jurídica tenta blindar as instituições venezuelanas contra o que o governo classifica como uma agressão externa sem precedentes. Além disso, o ministro Padrino trouxe detalhes sombrios sobre a operação que resultou na queda de Maduro. Segundo ele, no “covarde sequestro” do presidente, grande parte da equipe de segurança foi executada. O general afirmou enfaticamente que os agentes morreram “a sangue frio” durante a investida das tropas estrangeiras.


Apelo à normalidade e resistência institucional

Apesar do clima de tensão nas ruas e da dor pelas perdas humanas, o comando militar tenta transmitir uma imagem de resiliência. Padrino utilizou o espaço público para pedir que a população retome suas rotinas de forma gradual. Ele sugeriu o retorno das atividades econômicas, laborais e educacionais já nos próximos dias. Para o ministro, o funcionamento do país é a melhor resposta contra a intervenção.

“A pátria deve caminhar sobre seu trilho constitucional”, defendeu Padrino em um tom emocionado. No entanto, a pressão internacional cresce a cada hora. Do outro lado do continente, o governo dos Estados Unidos observa atentamente cada passo da nova administração em Caracas. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, sinalizou que Washington está disposto a dialogar com os nomes remanescentes do chavismo, mas impôs condições claras.

Pressão de Washington e o futuro das sanções

Marco Rubio foi direto ao comentar o posicionamento da Casa Branca sobre a ascensão de Delcy Rodríguez. “Vamos avaliar tudo pelo que eles fizerem, e vamos ver o que farão”, afirmou o secretário em entrevista à CBS News neste domingo. Embora exista uma abertura para conversas, o tom permanece carregado de ameaças veladas. Rubio destacou que a postura dos EUA dependerá das escolhas que o comando venezuelano fizer agora.

“Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão”, alertou o diplomata. Além disso, ele descartou qualquer possibilidade de organizar pleitos eleitorais no curto prazo. Segundo ele, o momento exige “muito trabalho pela frente”, o que sugere que a influência norte-americana na transição será persistente e rigorosa, ignorando a autonomia inicialmente prevista pela constituição venezuelana.


Reações internacionais condenam ação dos EUA

A prisão de Maduro gerou uma onda de indignação entre aliados estratégicos da Venezuela. A Coreia do Norte, por exemplo, classificou a operação militar como a “forma mais grave de violação de soberania” vista recentemente. O Ministério das Relações Exteriores de Pyongyang emitiu uma nota dura, afirmando que o mundo assiste a um ato de arbitragem desmedido por parte de Washington.

Para os norte-coreanos, o episódio revela a verdadeira face da política externa dos Estados Unidos. “O incidente é mais um exemplo que confirma, claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos EUA”, declararam as autoridades. Segundo o comunicado, essa intervenção poderá gerar uma “consequência catastrófica” para a estabilidade global, criando um precedente perigoso para outras nações soberanas que desafiam a hegemonia americana.

China exige libertação imediata e respeito ao direito

A China também elevou o tom das críticas neste domingo. Pequim solicitou formalmente que os Estados Unidos libertem Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O governo chinês defende que a solução para a crise venezuelana deve ocorrer estritamente por meio do diálogo e da negociação diplomática. Em um comunicado publicado em seu site oficial, o Ministério das Relações Exteriores chinês exigiu garantias sobre a integridade física do casal.

Pequim alega que a deportação de Maduro violou normas fundamentais do direito internacional. Historicamente, a China atua como uma das maiores parceiras econômicas de Caracas. Por isso, os chineses sustentam que as disputas internas devem ser resolvidas “pelo povo venezuelano, sem interferência externa”. Essa postura reforça o isolamento diplomático da ação norte-americana perante as potências do Oriente.


O destino de Maduro em solo americano

Enquanto a diplomacia ferve, Nicolás Maduro já se encontra em território inimigo. O líder venezuelano desembarcou em um centro de detenção em Nova York no final da noite de sábado (3). A captura ocorreu durante a madrugada em Caracas, em uma operação que pegou a inteligência venezuelana de surpresa. Logo após o pouso, os agentes conduziram Maduro ao escritório da Agência Antidrogas (DEA) para o registro formal.

A Casa Branca não hesitou em expor a situação. Um perfil oficial no X (antigo Twitter) divulgou imagens do venezuelano sendo escoltado por agentes federais, uma cena desenhada para simbolizar a vitória da política externa de Donald Trump. O presidente americano, inclusive, convocou uma coletiva de imprensa para detalhar o futuro da Venezuela sob a ótica de Washington.

Acusações graves e o tribunal de Nova York

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem guiar o país vizinho através de um “grupo” de transição que ainda está em formação. Contudo, ele não ofereceu detalhes sobre datas ou sobre quem comporia esse arranjo governamental. No campo jurídico, a situação de Maduro é crítica. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que ele enfrentará o banco dos réus em um tribunal nova-iorquino.

Bondi revelou que tanto Maduro quanto a primeira-dama, Cilia Flores, enfrentam acusações pesadas que podem resultar em sentenças perpétuas. Entre os crimes listados pela procuradoria estão:

  • Conspiração para narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
  • Conspiração para posse de armamento pesado.

A defesa do governo venezuelano, agora sob o comando de Delcy Rodríguez, deve contestar a legalidade da prisão nos fóruns internacionais, alegando que as acusações possuem motivação estritamente política para justificar a troca de regime.

Com informações de g1*

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