Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, isenção do IR e reajuste do salário mínimo, somadas ao menor desemprego da história, fazem o Brasil crescer de forma consistente
A combinação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e do reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 vai injetar R$ 110 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026, de acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. A declaração foi dada durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, nesta quarta-feira (7/1).
Segundo Marinho, o impacto mensal será superior a R$ 10 bilhões, um volume que deve impulsionar diretamente o consumo e a dinâmica econômica. “Toda vez que tem dinheiro na mão dos trabalhadores, a economia gira, as empresas vendem mais”, afirmou o ministro.
Decomposição do impacto econômico
O ministro detalhou a contribuição de cada medida para o total de R$ 110 bilhões:
- Reajuste do Salário Mínimo: o aumento de 6.7% — de R$ 1.518 para R$ 1.621 — será responsável por R$ 80 bilhões do total injetado na economia ao longo do ano.
- Isenção do Imposto de Renda: a medida, que também prevê descontos progressivos para faixas entre R$ 5 mil e R$ 7,3 mil mensais, beneficiará diretamente cerca de 15 milhões de brasileiros. Marinho incentivou os trabalhadores a compararem seus holerites: “Seguramente você vai ter uma surpresa, como se fosse um grande aumento de salário, é real”.
Cenário macro favorável e perspectivas
Marinho vinculou o impacto dessas políticas de renda a um contexto econômico positivo, marcado por indicadores robustos. No mercado de trabalho, a taxa de desemprego atingiu 5.2% em novembro, a menor registrada desde o início da série histórica em 2012. E, desde janeiro de 2023, o país superou a marca de 5 milhões de novos empregos com carteira assinada.
O ministro destacou ainda o crescimento econômico que tem superado projeções de mercado, citando altas de 3.2% em 2023 e 3.4% em 2024.
“É um crescimento bastante consistente em todos os segmentos da economia e em todas as unidades da federação. Ou seja, é um crescimento que não é uma bolha”, argumentou Marinho, projetando otimismo para 2026.
Ele também lembrou que a fórmula de correção do salário mínimo (inflação passada + crescimento real do PIB de dois anos antes) cria um ciclo virtuoso: o crescimento econômico atual sustenta futuros reajustes.
Efeito multiplicador e responsabilidade social
O ministro estendeu a análise além do consumo imediato, descrevendo um efeito multiplicador na economia. A maior massa salarial, segundo ele, alimenta uma cadeia positiva: fortalece o FGTS (que financia o programa Minha Casa, Minha Vida), o FAT (que viabiliza financiamentos do BNDES) e impulsiona setores como comércio e indústria.
“Você, trabalhador ou trabalhadora, é o principal ator nesse processo. Você tem grande responsabilidade no sucesso da economia do Brasil”, concluiu Marinho, enfatizando o papel central da renda do trabalho na perspectiva de um crescimento “sustentável” e “consistente” para o país.


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