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O Brasil do futuuro

Menor desemprego da história e a semana que fez o Brasil respirar aliviado Há semanas em que o noticiário parece repetir a mesma ladainha de crises, conflitos e promessas adiadas. No entanto, a virada do ano trouxe algo raro: dados que, além de frios, aquecem. O Brasil encerra 2025 com o menor desemprego da sua […]

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Saúde, habitação e segurança digital avançam junto com o mercado de trabalho, ampliando o impacto social da recuperação econômica.
Dados do IBGE e do Caged mostram desemprego em 5,2% e mais de 103 milhões ocupados, resultado de políticas que priorizam trabalho, renda e proteção social / Reprodução

Menor desemprego da história e a semana que fez o Brasil respirar aliviado


Há semanas em que o noticiário parece repetir a mesma ladainha de crises, conflitos e promessas adiadas. No entanto, a virada do ano trouxe algo raro: dados que, além de frios, aquecem. O Brasil encerra 2025 com o menor desemprego da sua história recente e com sinais claros de que políticas públicas, quando insistem, deixam marcas reais.

Não se trata apenas de planilhas ou gráficos do IBGE. Trata-se do vendedor que voltou a assinar a carteira, da técnica de enfermagem que não precisou mais escolher entre pagar o aluguel ou o remédio, e do jovem que encontrou no primeiro emprego formal um começo menos desigual. Por isso, esta semana não foi comum. Ela foi simbólica.

O desemprego cai e a dignidade sobe

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em novembro chegou a 5,2%. É o menor patamar desde 2012 e o mais baixo de toda a série histórica da PNAD Contínua. Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas alcançou 103,2 milhões, outro recorde.

Além disso, apenas 5,6 milhões de brasileiros estavam desempregados no período. Em contraste, em março de 2021, no auge da pandemia, esse número havia explodido para 14,9 milhões. A diferença não é apenas estatística. Ela separa o desespero da esperança.

Leia também: Mais gente trabalhando, políticas públicas em saúde, moradia e renda

Esse resultado não cai do céu. Ele reflete a retomada de investimentos, a valorização do salário mínimo e a reativação de políticas de estímulo ao emprego. Ainda que os desafios persistam, sobretudo na informalidade, o mercado de trabalho dá sinais claros de reação.

Carteira assinada volta ao centro da economia

Os dados do Caged reforçam essa virada. Desde janeiro de 2023, o Brasil criou cerca de 5 milhões de novas vagas formais. Somente em novembro, o saldo positivo confirmou que o mercado segue aquecido.

A carteira assinada voltou a ser mais do que um papel. Ela voltou a ser sinônimo de previsibilidade. Com direitos, férias e proteção social, o emprego formal devolve ao trabalhador algo essencial: planejamento.

Nesse contexto, o debate sobre desenvolvimento deixa de ser abstrato. Ele passa pelo prato cheio, pela conta paga em dia e pela sensação de pertencimento que só o trabalho digno oferece.

Saúde pública avança quando o Estado insiste

Enquanto o emprego reage, a saúde também dá um passo importante. A renovação do acordo entre o Ministério da Saúde e a Rede Sarah Kubitschek garante a ampliação de serviços especializados pelo SUS, por meio do programa Agora Tem Especialistas.

Isso significa acesso a tratamentos de ponta para quem sempre ficou do lado de fora. Em um país marcado por desigualdades históricas, fortalecer o SUS não é ideologia. É necessidade.

Além disso, o prazo para atualização da vacina contra o HPV foi estendido até o primeiro semestre de 2026 para jovens de 15 a 19 anos. A decisão amplia a proteção contra cânceres evitáveis e reforça o papel da prevenção como política pública.

O Bolsa Família inicia os pagamentos de janeiro no dia 19, mantendo o calendário escalonado. Ao mesmo tempo, o Minha Casa, Minha Vida segue entregando chaves e mudando destinos. Famílias de Sooretama, no Espírito Santo, e Engenheiro Navarro, em Minas Gerais, receberam suas casas nesta semana.

Não é apenas concreto. É estabilidade. É o endereço fixo que permite procurar emprego, matricular filhos e sonhar com algum futuro.

Segurança digital e cultura também importam

Diante do aumento de golpes digitais, o aplicativo Celular Seguro ganhou novas funções. A ferramenta permite bloquear rapidamente aparelhos roubados e proteger dados pessoais. Em tempos de crime virtual, o Estado também precisa agir online.

Já na cultura, a obra do violonista Sebastião Tapajós foi reconhecida como Manifestação da Cultura Nacional. Um gesto que valoriza a memória coletiva e lembra que desenvolvimento também passa pela arte.

Esta semana mostrou que política pública não é discurso vazio. Quando bem direcionada, ela chega ao cotidiano. O desemprego menor da história não resolve tudo, mas aponta um caminho. E, às vezes, é disso que um país precisa: sinais concretos de que andar para frente ainda é possível.

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