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Exxon Mobil coloca a ‘faca no pescoço’ de Trump e exige reformas para controlar o petróleo na Venezuela

O presidente-executivo da Exxon Mobil, Darren Woods, afirmou nesta sexta-feira (9) que a gigante petrolífera norte-americana está disposta a avaliar um possível retorno às operações na Venezuela, quase duas décadas depois de seus ativos no país terem sido nacionalizados — mas ressaltou que reformas legais e garantias de segurança são pré-requisitos para qualquer avanço. As […]

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O presidente-executivo da Exxon Mobil, Darren Woods, afirmou nesta sexta-feira (9) que a gigante petrolífera norte-americana está disposta a avaliar um possível retorno às operações na Venezuela, quase duas décadas depois de seus ativos no país terem sido nacionalizados — mas ressaltou que reformas legais e garantias de segurança são pré-requisitos para qualquer avanço. As declarações foram feitas durante uma reunião na Casa Branca com o presidente Donald Trump e executivos do setor energético.

Woods declarou que a Venezuela hoje é considerada “não investível” devido ao histórico de confisco de ativos e instabilidade jurídica, e defendeu a necessidade de mudanças profundas na legislação de hidrocarbonetos e em outras regras fiscais antes que a Exxon possa voltar a operar no país. Ele também ressaltou que seria “absolutamente fundamental” enviar uma equipe técnica para Caracas para avaliar o estado atual da indústria petrolífera e dos ativos venezuelanos — algo que ele disse poder ocorrer assim que “garantias adequadas de segurança” forem estabelecidas.

O executivo disse a Trump que a companhia precisa de “proteções duradouras aos investimentos” e de mudanças legais robustas para considerar um retorno, citando duas experiências anteriores de perda de ativos no país. “É possível imaginar que retornar uma terceira vez exigirá mudanças bastante significativas em relação ao que vimos historicamente e ao que é a situação atual”, afirmou Woods.

Contexto e incentivos para o setor

A posição da Exxon surgiu em meio a um encontro convocado às pressas pela Casa Branca, realizado menos de uma semana depois de uma operação militar dos EUA na Venezuela que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores. O presidente Trump tem incentivado as grandes petrolíferas americanas a considerar investimentos para revitalizar o setor energético venezuelano e aproveitar as vastas reservas de petróleo do país, que detém as maiores reservas comprovadas do mundo.

Segundo relatos empresariais, encontros dessa natureza também contaram com executivos de outras grandes companhias, incluindo Chevron e ConocoPhillips, que debateram a necessidade de reconstrução da infraestrutura de petróleo venezuelana, estimada em bilhões de dólares e seriamente deteriorada após anos de subinvestimento e sanções.

Reações e críticas

A possível reentrada de petrolíferas norte-americanas no mercado venezuelano tem sido criticada por autoridades do governo de Caracas e aliados internacionais, que afirmam que as ações dos EUA visam, em última análise, o controle dos recursos naturais venezuelanos. Antes da operação militar de 3 de janeiro, representantes venezuelanos disseram em fóruns internacionais que Washington estaria pressionando Caracas para beneficiar grandes corporações petrolíferas americanas, incluindo a ExxonMobil e a ConocoPhillips — acusações que foram rejeitadas pelos EUA.

Embora o governo Trump ofereça incentivos e garantias de segurança a empresas interessadas em atuar na Venezuela, o executivo da Exxon afirmou que a companhia não retornará sem mudanças estruturais significativas, destacando que a confiança empresarial depende de um ambiente jurídico estável e protegido.

No encontro, Trump também teria defendido incentivos adicionais e apoio de instituições financeiras públicas americanas, como o Export-Import Bank, para mitigar riscos relacionados ao investimento em infraestrutura energética venezuelana. Entretanto, muitos analistas e membros da indústria vêm adotando uma postura cautelosa diante da incerteza política e jurídica que ainda permeia o país.

A declaração de Woods reforça que, apesar das declarações de interesse político em reabrir o mercado venezuelano para empresas dos EUA, o retorno efetivo de grandes majors dependerá de um processo longo e complexo, com mudanças legislativas e garantias de que investimentos não serão novamente expropriados ou colocados em risco por instabilidade política.

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