UE reage a Trump e ameaça com tarifas bilionárias

Declaração conjunta de aliados da Otan expõe incômodo com ameaças comerciais e risco de ruptura na relação transatlântica / Reprodução

Bruxelas discute tarifas de até €93 bilhões e restrições a empresas dos EUA após Trump condicionar acordos à compra da Groenlândia

A União Europeia avança com planos robustos para responder às provocações do presidente americano Donald Trump. Bruxelas prepara um pacote de tarifas bilionário contra os Estados Unidos, em meio a tensões crescentes na aliança transatlântica. A União Europeia planeja impor tarifas de €93 bilhões aos Estados Unidos. Essa quantia equivale a US$107,71 bilhões. Além disso, o bloco avalia restrições à entrada de empresas americanas no mercado europeu. O Financial Times divulgou essas informações, destacando a seriedade da resposta.

Os embaixadores da UE discutiram essas medidas em uma reunião no domingo. Portanto, eles visam fortalecer a posição europeia nas negociações. Líderes do bloco se encontrarão com Trump no Fórum Econômico Mundial em Davos esta semana. Assim, as tarifas servem como ferramenta para equilibrar o diálogo.

Trump anunciou as tarifas no sábado. Ele determinou 10% a partir de 1º de fevereiro, elevando para 25% em 1º de junho. Essas taxas permanecerão até que os EUA fechem um acordo para comprar a Groenlândia. No entanto, aliados europeus rejeitam essa abordagem unilateral.

Aliados da Otan reagem com unidade

Oito países europeus emitiram uma declaração conjunta contra as tarifas americanas. Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido lideram essa frente. Eles alertaram que as medidas prejudicariam as relações transatlânticas. Além disso, poderiam desencadear uma perigosa espiral descendente.

Esses nações enfrentam o risco direto das tarifas. Portanto, elas enfatizam a importância da segurança coletiva na Otan. Trump ameaça punir aliados que buscam proteção mútua. No entanto, os europeus defendem a cooperação como pilar da aliança.

Diálogo entre líderes britânico e americano

O primeiro-ministro britânico, Sir Keir Starmer, ligou para Trump na noite de domingo. Durante a conversa, Starmer criticou a postura americana. Ele afirmou que “impor tarifas a aliados por buscarem a segurança coletiva dos aliados da OTAN é errado”. Downing Street confirmou essa declaração.

Essa ligação reflete a preocupação britânica com as tensões. Além disso, destaca o esforço para preservar laços históricos. Starmer representa uma visão progressista, priorizando alianças multilaterais. Assim, ele contrasta com o isolacionismo de Trump.

Impactos na aliança transatlântica

As ameaças de Trump sobre a Groenlândia expõem fissuras na Otan. Os europeus valorizam a unidade contra desafios globais. No entanto, tarifas unilaterais minam essa confiança. Portanto, a UE busca negociações equilibradas em Davos.

Especialistas preveem que essas disputas afetem o comércio global. Além disso, fortalecem argumentos por uma Europa mais autônoma. Líderes como Starmer impulsionam diálogos construtivos. Assim, evitam escaladas desnecessárias.

A situação evolui rapidamente. No entanto, a resposta europeia sinaliza resistência ao protecionismo. Ela promove valores compartilhados, como democracia e cooperação internacional.

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