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Quaest mostra que governo Lula segue no ‘fio da navalha’ e com alta desaprovação

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 49%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). O levantamento indica estabilidade nesse índice pelo terceiro mês consecutivo, enquanto a taxa de aprovação apresentou recuo em comparação com os meses anteriores. De acordo com os dados, 45% dos entrevistados afirmam aprovar a […]

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A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 49%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). O levantamento indica estabilidade nesse índice pelo terceiro mês consecutivo, enquanto a taxa de aprovação apresentou recuo em comparação com os meses anteriores.

De acordo com os dados, 45% dos entrevistados afirmam aprovar a gestão do presidente em fevereiro. Em janeiro, o percentual era de 47%, e em dezembro do ano passado havia alcançado 48%. O resultado sinaliza uma tendência de queda gradual na aprovação ao longo do último trimestre, enquanto a desaprovação permanece no mesmo patamar desde dezembro.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 9 de fevereiro, por meio de entrevistas presenciais realizadas em diferentes regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi financiado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00249/2026.

Estabilidade na desaprovação

O índice de 49% de desaprovação mantém o mesmo resultado verificado nos dois meses anteriores, configurando o terceiro mês consecutivo de estabilidade nesse patamar. A permanência do número sugere consolidação de uma faixa crítica ao governo, sem variações significativas no curto prazo.

Especialistas em análise de opinião pública apontam que a estabilidade na desaprovação, combinada à redução na aprovação, pode indicar uma migração de parte dos eleitores favoráveis para uma posição intermediária ou indecisa. Embora o levantamento divulgado destaque apenas os percentuais de aprovação e desaprovação, pesquisas desse tipo costumam registrar também a parcela que não sabe ou prefere não responder.

Queda na aprovação

A taxa de aprovação registrou queda de dois pontos percentuais em relação a janeiro e de três pontos em comparação com dezembro. A variação está dentro da margem de erro, mas mantém uma trajetória de recuo nos últimos três meses.

A diminuição gradual ocorre em um contexto de debates sobre indicadores econômicos, política fiscal, relações institucionais e pautas sociais. Analistas observam que oscilações na aprovação costumam refletir percepções sobre inflação, emprego, poder de compra e expectativa em relação a medidas anunciadas pelo governo.

Mesmo com a redução, o índice de 45% de aprovação ainda representa parcela significativa do eleitorado que avalia positivamente a administração federal. A diferença de quatro pontos entre aprovação e desaprovação, contudo, mantém o cenário dividido.

Metodologia e abrangência

O levantamento Genial/Quaest foi realizado presencialmente, método considerado por especialistas como capaz de captar opiniões de diferentes perfis socioeconômicos, incluindo eleitores com menor acesso a meios digitais. Foram entrevistadas 2.004 pessoas, número que garante representatividade estatística dentro dos parâmetros estabelecidos.

Com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, os resultados indicam que a taxa de desaprovação pode variar entre 47% e 51%, enquanto a aprovação pode oscilar entre 43% e 47%. A pesquisa foi custeada pelo próprio instituto e devidamente registrada no TSE.

Comparação com meses anteriores

Os números mostram que, desde dezembro, a desaprovação se mantém em 49%, enquanto a aprovação apresenta leve retração mês a mês. Em dezembro, o governo registrava 48% de aprovação; em janeiro, 47%; e agora, 45%.

A estabilidade da desaprovação sugere que o grupo crítico ao governo permanece consolidado. Já a queda na aprovação pode indicar um movimento de avaliação mais cautelosa por parte de eleitores que anteriormente se declaravam favoráveis.

Historicamente, oscilações dentro da margem de erro exigem acompanhamento de séries mais longas para identificar tendências consistentes. Institutos de pesquisa costumam avaliar evolução trimestral ou semestral para confirmar mudanças estruturais na percepção pública.

Impacto político

Pesquisas de avaliação de governo costumam influenciar estratégias políticas, articulações no Congresso e definições de agenda. Resultados que apontam estabilidade ou retração na aprovação podem levar o Executivo a reforçar programas sociais, priorizar pautas econômicas ou intensificar comunicação institucional.

A divulgação ocorre em momento de debates sobre medidas fiscais, políticas de crédito e estratégias de crescimento econômico. Integrantes do governo têm destacado indicadores positivos de emprego e programas de transferência de renda como fatores de sustentação da base de apoio.

A oposição, por sua vez, tende a utilizar índices de desaprovação para reforçar críticas à condução da política econômica e à relação com o Congresso.

Cenário aberto

Com 49% de desaprovação e 45% de aprovação, o governo Lula mantém um quadro de opinião pública dividido. A proximidade entre os percentuais indica equilíbrio entre avaliações positivas e negativas, com diferença dentro da margem de erro.

Os próximos levantamentos serão determinantes para verificar se a queda na aprovação se consolidará como tendência ou se haverá recuperação nos índices. O comportamento do eleitorado costuma responder a fatores econômicos, acontecimentos políticos e percepção de resultados concretos da administração federal.

A pesquisa Genial/Quaest integra o conjunto de levantamentos periódicos que monitoram a avaliação do governo ao longo do mandato, oferecendo parâmetros para análise da evolução da opinião pública no país.

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