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Irã pede condenação global após ataques dos EUA e de Israel e denuncia violação da Carta da ONU

O governo do Irã pediu condenação internacional aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra seu território, classificando a ofensiva como uma grave violação do direito internacional. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que as ações militares ferem o Artigo 2(4) da Carta das Nações Unidas — que proíbe o […]

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O governo do Irã pediu condenação internacional aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra seu território, classificando a ofensiva como uma grave violação do direito internacional. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que as ações militares ferem o Artigo 2(4) da Carta das Nações Unidas — que proíbe o uso da força contra a integridade territorial e a soberania dos Estados — e declarou que o país exercerá seu direito de legítima defesa, previsto no Artigo 51 do mesmo documento.

A seguir, a íntegra da declaração divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã:


Declaração do Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã
Sobre a agressão militar do regime sionista e dos Estados Unidos contra o Irã

Povo heroico e nobre do Irã,
Compatriotas iranianos,

Nossa pátria sagrada e amada, o orgulhoso e civilizador Irã, foi mais uma vez alvo de agressão militar criminosa por parte dos Estados Unidos e do regime sionista.

Nesta manhã, na véspera do Nowruz e no décimo dia do mês sagrado do Ramadã, os Estados Unidos e o regime sionista, em flagrante violação da integridade territorial e da soberania nacional do Irã, atacaram uma série de alvos, infraestruturas de defesa e áreas civis em diversas cidades do nosso país.

A nova agressão militar dos Estados Unidos e do regime sionista contra o Irã ocorre enquanto Irã e Estados Unidos estavam no meio de um processo diplomático. Mesmo cientes das intenções dos Estados Unidos e do regime sionista de realizar outra agressão militar, voltamos a participar de negociações para demonstrar ao sistema internacional e a todos os países do mundo a legitimidade da nação iraniana e evidenciar a ilegitimidade de qualquer pretexto para agressão.

Agora o povo iraniano se orgulha de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra. Este é o momento de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo. Assim como estávamos prontos para as negociações, estamos mais preparados do que nunca para a defesa. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza.

Os ataques aéreos dos regimes sionista e norte-americano contra o Irã constituem violação do Artigo 2(4) da Carta das Nações Unidas e configuram clara agressão armada contra a República Islâmica do Irã. Responder a essa agressão é direito legal e legítimo do Irã, em conformidade com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, e as Forças Armadas da República Islâmica do Irã utilizarão toda sua capacidade e recursos para enfrentar essa agressão criminosa e repelir o ato hostil do inimigo.

A República Islâmica do Irã recorda o grave dever das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança de adotar medidas imediatas diante da violação da paz e da segurança internacionais decorrente da clara agressão militar dos Estados Unidos e do regime sionista contra o Irã, e conclama o Secretário-Geral da ONU, o Presidente do Conselho de Segurança e os membros desse Conselho a cumprirem suas responsabilidades o mais rapidamente possível.

Espera-se que todos os Estados-membros das Nações Unidas, especialmente os países da região e as nações islâmicas, os integrantes do Movimento dos Não Alinhados e todos os Estados que se sentem responsáveis pela paz e pela segurança internacionais, condenem firmemente esse ato de agressão e adotem medidas urgentes e coletivas para enfrentá-lo, uma vez que ele expôs a paz e a segurança da região e do mundo a uma ameaça sem precedentes.

E agora, no momento em que se impõe uma grande prova histórica, as Forças Armadas da República Islâmica do Irã, inspiradas pelo legado épico desta terra e confiando em Deus Todo-Poderoso, com fé na promessa da vitória e apoiadas na força nacional, não hesitarão em defender nossa pátria amada com toda sua capacidade.

A história testemunha que os iranianos jamais se renderam à agressão e à hegemonia estrangeiras; desta vez também, a resposta da nação iraniana será decisiva e fará os agressores se arrependerem de seu ato criminoso.

Viva o Irã
Ministério das Relações Exteriores

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Comentários

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Francisco

28/02/2026 - 10h29

Certamente não faltaram os que oferecem a todo momento sua região anal para o Trump e Netanyahu passarem por aqui para aplaudirem o assassinato de crianças e demais cidadãos inocentes que não são “cristãos” como o arrombado.

Paulo

28/02/2026 - 10h16

Dito isto, a fim de que eu próprio não pareça hipócrita, quero confessar que se os regimes totalitários caírem, com exceção da China, isso será aclamado pelas populações locais…

Paulo

28/02/2026 - 10h13

As grandes potências sempre fizeram prevalecer, ou pelo menos tentaram, seus próprios interesses na história. A diferença é que, sob o império americano, isso era disfarçado sob o manto da “pax americana”, sob o véu da “defesa da democracia”. Agora está exposta a hipocrisia, que, assim, deixa de ser hipócrita. É tudo às claras…

bandoleiro

28/02/2026 - 09h33

O regime iraniano tem os dias contados e o proximo e o lixo cubano.


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