A China acusou nesta segunda-feira (2) os Estados Unidos de promover instabilidade no ciberespaço e voltou a criticar as ações militares conduzidas por Washington no exterior. As declarações foram feitas pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, durante coletiva de imprensa em Pequim.
Questionada sobre relatos de que o Departamento de Defesa americano estaria em negociação com empresas de inteligência artificial para desenvolver ferramentas capazes de mapear redes elétricas e outras infraestruturas sensíveis da China, Mao afirmou que os EUA “há muito tempo são a principal fonte de instabilidade no ciberespaço”.
Segundo a porta-voz, Washington já realizava ataques cibernéticos e ações de pré-posicionamento contra infraestruturas críticas chinesas antes mesmo do avanço das tecnologias de inteligência artificial. Ela declarou que o governo chinês manifestou “profunda preocupação” aos Estados Unidos por meio de canais diplomáticos e que adotará “todas as medidas necessárias” para garantir a segurança digital do país.
No campo diplomático, Mao confirmou que Pequim mantém comunicação com Washington sobre possíveis interações entre os chefes de Estado, incluindo uma eventual visita do presidente americano, Donald Trump, à China ainda neste mês. No entanto, afirmou que não há informações adicionais a divulgar no momento.
A porta-voz também negou reportagens internacionais que indicavam um possível acordo para a venda de mísseis antinavio chineses ao Irã. Segundo ela, a informação “não é verdadeira” e faz parte de uma tentativa de associação indevida e disseminação de desinformação.
Ao ser questionada sobre eventuais contatos prévios com os Estados Unidos antes da recente ofensiva militar contra o Irã, Mao declarou que a China não foi informada antecipadamente sobre a operação.

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