Saiba o motivo que levou PF a prender Vorcaro

REPRODUÇÃO

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro nesta quarta-feira (4) está relacionada a mensagens encontradas pela Polícia Federal em seu celular que indicariam planejamento de atos violentos contra pessoas consideradas adversárias, incluindo jornalistas.

Segundo informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, a prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal após a identificação de conversas em um grupo de WhatsApp chamado “A turma”. Nas mensagens, integrantes teriam discutido ações violentas contra determinados alvos.

De acordo com a investigação, Vorcaro teria participado das conversas e, em ao menos um episódio, autorizado que um plano fosse levado adiante.

Plano previa simulação de assalto

Um dos planos identificados pela Polícia Federal envolveria a contratação de pessoas para simular um assalto contra a vítima escolhida. A encenação serviria como pretexto para a realização de agressões físicas contra o alvo definido pelo grupo.

Os investigadores apontam que o conteúdo das mensagens indicaria não apenas discussões hipotéticas, mas também autorizações para execução de ações consideradas criminosas.

Grupo reunia participantes com diferentes vínculos

As apurações indicam que o grupo de mensagens reunia pessoas com diferentes vínculos institucionais. Entre os participantes estariam um ex-diretor do Banco Central do Brasil, um ex-chefe de departamento da mesma instituição e um policial civil.

Segundo a Polícia Federal, o agente policial teria a função de executar ou encaminhar as ações consideradas de caráter miliciano que eram discutidas no grupo.

Outro participante citado nas investigações é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Ele é pastor da igreja Lagoinha em Belo Horizonte e foi apontado como um dos maiores doadores pessoa física das eleições de 2022, incluindo contribuições para campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro.

Mensagens embasaram pedido de prisão

A análise do material encontrado no telefone de Vorcaro foi um dos principais elementos utilizados pela Polícia Federal para solicitar a prisão preventiva, posteriormente autorizada pelo ministro André Mendonça.

Segundo os investigadores, o conteúdo das conversas indicaria planejamento e autorização de ações violentas contra adversários, o que foi considerado suficiente para justificar a medida cautelar.

A investigação segue em andamento e novas etapas devem aprofundar a identificação do papel de cada integrante do grupo nas discussões e nos planos mencionados nas mensagens.

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