Um grupo de cerca de 30 deputados federais ligados ao Centrão e a partidos da direita protocolou um pedido de abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A denúncia foi encaminhada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsável por decidir se o pedido terá andamento.
A iniciativa foi articulada por parlamentares de siglas como União Brasil, PP, PSD, Republicanos e PL. Segundo informações divulgadas pelo O Globo, a expectativa nos bastidores é que o pedido não avance no Senado.
Denúncia cita contrato envolvendo esposa do ministro
O documento apresentado pelos deputados reúne uma série de acusações contra Moraes e aponta supostos fatos que, segundo os parlamentares, poderiam levantar questionamentos sobre a imparcialidade do magistrado.
Entre os pontos mencionados no pedido está um contrato firmado entre o Banco Master e a advogada Viviane Barci, esposa do ministro. O contrato teria valor estimado em R$ 129 milhões, segundo informações citadas pelos autores da denúncia.
Os deputados também mencionam mensagens enviadas ao ministro pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia em que ele foi preso. Esses elementos são apresentados no pedido como justificativa para a abertura de um processo de impeachment.
Movimento é visto como pressão política sobre o STF
Mesmo sem expectativa de que a denúncia avance formalmente no Senado, a iniciativa é interpretada por analistas políticos como um gesto de pressão de parte do Congresso Nacional sobre o Supremo Tribunal Federal.
Nos últimos meses, a relação entre setores do Legislativo e o STF tem sido marcada por episódios de tensão, especialmente em torno de investigações judiciais envolvendo políticos e decisões da Corte em temas sensíveis da agenda política nacional.
O eventual andamento do pedido dependerá exclusivamente da decisão do presidente do Senado, que possui a prerrogativa constitucional de aceitar ou arquivar denúncias contra ministros do Supremo.
Caso fosse aceito, o processo seguiria rito semelhante ao impeachment de autoridades do Judiciário, com análise preliminar no Senado e eventual julgamento pelos parlamentares da Casa. Até o momento, no entanto, não há indicação de que o pedido tenha apoio suficiente para avançar.

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