A opinião pública europeia e mundial não está mais sendo tão facilmente manipulada como foi no início do genocídio em Gaza. Dessa vez, estamos testemunhando uma mudança de proporções épicas na forma como as pessoas reagem ao gaslighting constante das lideranças ocidentais, que insistem em inverter a realidade e culpar sempre a vítima.
A prova mais clara dessa transformação aconteceu hoje, 11 de março de 2026, com a ratio histórica sofrida pela Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas. A chefe da diplomacia europeia publicou uma mensagem anunciando novas sanções contra autoridades iranianas por supostas violações aos direitos humanos, exatamente no momento em que o Irã sofre ataques diretos e civis, inclusive crianças em escolas, estão sendo mortos em grande número.
Aqui está o texto completo da postagem publicada por ela:
“A UE continua responsabilizando o Irã. Hoje, os embaixadores dos Estados-membros da UE aprovaram novas sanções contra 19 autoridades e entidades do regime responsáveis por graves violações dos direitos humanos. Com a continuação da guerra no Irã, a UE protegerá seus interesses e perseguirá os responsáveis pela repressão doméstica. Isso também envia uma mensagem a Teerã de que o futuro do Irã não pode ser construído sobre a repressão.”
A postagem sofreu um ratio impressionante. Enquanto o texto original de Kaja Kallas recebeu cerca de 1.800 curtidas, vários comentários críticos acumularam milhares de likes cada um, muitos superando em muito o engajamento da própria publicação.
Entre os comentários mais curtidos e duros estão mensagens que resumem o sentimento global. O jornalista chinês Chen Weihua escreveu: “Que vergonha. A União Europeia está endossando a agressão americana e israelense contra o Irã e o bombardeio de escolas de meninas e hospitais. A UE precisa de Sanchez, não de Kallas.”
A ativista palestina Abier comentou: “Quase três anos de crianças mortas em Gaza não te abalaram… agora que o Irã está sendo atacado ilegalmente, vocês decidem sancioná-lo. Sua civilidade e sua moralidade nojenta podem ir para o inferno.”
A analista Syrian Girl questionou: “Vocês responsabilizaram Israel e os Estados Unidos por bombardear uma escola de meninas e cometer genocídio, sua hipócrita?”
E o escritor sueco Mats Nilsson resumiu com ironia: “A União Europeia continua responsabilizando o Irã por se defender de um ataque ilegal dos EUA e de Israel. Interessante ponto de vista…”
A inversão da realidade promovida por Bruxelas é tão descarada que já não convence quase ninguém. Enquanto o Irã é atacado, escolas são bombardeadas e crianças iranianas morrem, a principal diplomata europeia escolhe punir o país que está sendo agredido por “repressão doméstica”.
Essa avalanche de críticas na própria postagem dela é a prova de que o mundo não aceita mais esse jogo. A União Europeia perdeu qualquer credibilidade moral que ainda pudesse reivindicar. O que resta é apenas o alinhamento subserviente aos verdadeiros centros de poder.
Nada será como antes. A máscara caiu de vez e a ratio histórica sofrida por Kaja Kallas hoje é apenas mais um sinal claro dessa grande transformação.