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Revista Fórum: blogueiro investigado por monitorar Flávio Dino foi preso pela PF em 2017 por suspeita de extorsão

O blogueiro maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, que foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal neste mês por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, já havia sido preso em uma operação da própria PF em 2017 sob suspeita de participação em um esquema de extorsão no Maranhão. A […]

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Imagem: Reprodução / TV Globo

O blogueiro maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, que foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal neste mês por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, já havia sido preso em uma operação da própria PF em 2017 sob suspeita de participação em um esquema de extorsão no Maranhão.

A operação foi deflagrada em 21 de março daquele ano e resultou na prisão preventiva de um policial federal, Danilo dos Santos Silva, e de três blogueiros: Luís Pablo Conceição Almeida, Luís Assis Cardoso Silva de Almeida, conhecido como Luís Cardoso, e Hilton Ferreira Neto, chamado de Neto Ferreira.

Na época, o Ministério Público acusava o grupo de integrar uma organização criminosa envolvida em extorsão, corrupção ativa e crimes contra a honra. Segundo as investigações, os suspeitos teriam acesso a informações sigilosas sobre operações policiais e utilizariam esse material para pressionar empresários e pessoas politicamente expostas.

De acordo com a acusação apresentada na época, os envolvidos cobrariam valores entre R$ 1,5 mil e R$ 10 mil para deixar de divulgar informações negativas ou sensíveis em blogs e veículos locais.

“O grupo tem uma atuação variada. Já se comentava na cidade que eles tinham esse modo de vida e costumavam praticar extorsões a partir de publicações contra imagem de pessoas. Percebemos uma predileção por grandes empresários e por pessoas politicamente expostas”, afirmou em 2017 o delegado Max Eduardo Pinheiro, então chefe do Núcleo de Inteligência Policial do Maranhão.

Segundo relatos divulgados pela imprensa local naquele período, os blogueiros atuariam de forma coordenada. Parte do grupo iniciava publicações críticas ou denúncias contra empresários e autoridades, enquanto outros integrantes faziam contatos oferecendo a possibilidade de retirar ou suavizar o conteúdo publicado.

Após a suposta negociação, os valores pagos seriam divididos entre os participantes.

Apesar da repercussão da operação, o processo acabou sendo arquivado posteriormente. O juiz responsável pelo caso considerou suficientes as explicações apresentadas pelos blogueiros investigados e determinou o encerramento do inquérito.

O nome de Luís Pablo voltou ao centro de uma investigação neste mês após a Polícia Federal cumprir um mandado de busca e apreensão em sua residência, em decisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Segundo informações divulgadas pelo gabinete do ministro Flávio Dino, a segurança institucional do Supremo Tribunal Federal foi alertada em 2025 sobre um possível monitoramento ilegal dos deslocamentos do ministro e de seus familiares em São Luís.

De acordo com a nota, teriam sido divulgadas publicações com detalhes sobre placas de veículos utilizados por Dino, quantidade de agentes de segurança e nomes de integrantes da equipe responsável por sua proteção.

Essas informações teriam sido encaminhadas à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, que deram início ao procedimento investigativo.

“Informamos que a Segurança institucional do ministro Flávio Dino foi alertada em 2025 de procedimento de monitoramento ilegal dos seus deslocamentos em São Luís. Houve publicação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de agentes de segurança, e outros detalhes”, afirmou o gabinete do ministro em nota.

O comunicado acrescenta que o caso investigado não tem relação com crimes contra a honra, liberdade de expressão ou com o chamado inquérito das fake news, mas sim com a apuração de possíveis violações de segurança envolvendo autoridades do Judiciário.

Após a operação da Polícia Federal realizada em 10 de março, Luís Pablo divulgou uma nota afirmando que foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência e que equipamentos utilizados em sua atividade jornalística, como computadores e celulares, foram recolhidos durante a diligência.

Segundo o blogueiro, o processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, o que impede comentários mais detalhados sobre o caso neste momento.

Ele afirmou ainda que aguarda acesso integral aos autos para compreender os fundamentos da decisão judicial.

“Luís Pablo reafirma seu compromisso com o exercício responsável do jornalismo, com a apuração de fatos de interesse público e com o respeito aos princípios constitucionais e convencionais que garantem a liberdade de imprensa e o direito à informação”, diz a nota divulgada pelo blogueiro.

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Lucas Allabi

Jornalista formado pela PUC-SP e apaixonado pelo Sul Global. Escreve principalmente sobre política e economia. Instagram: @lu.allab

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Comentários

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Saulo

13/03/2026 - 16h02

STF: Supremo Tribunal Fascista, sem por e nem tirar e o lixo imundo que é a esquerda brasileira gosta, baba, aplaude tudo que é autoritarismo.

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