A Marinha dos Estados Unidos tem recusado pedidos quase diários da indústria naval por escoltas militares através do Estreito de Ormuz desde o início das hostilidades com o Irã. O motivo é direto: os riscos de ataques são elevados demais neste momento, segundo pessoas familiarizadas com as discussões.
A informação é da Reuters.
Isso representa um contraste interessante com as declarações recentes do presidente Donald Trump. Ele havia afirmado, com notável segurança, que a grande Marinha americana estava preparada para proteger os petroleiros sempre que necessário. “Se for preciso, vamos escoltá-los direto pelo estreito”, disse ele, prometendo garantir o fluxo livre de energia para o mundo inteiro.
A ficha parece ter caído aos poucos. O tráfego marítimo no estreito praticamente cessou, interrompendo as exportações de aproximadamente um quinto do suprimento global de petróleo e fazendo os preços dispararem para níveis recordes não vistos desde 2022. Autoridades iranianas declararam a rota fechada e ameaçaram atacar qualquer navio que tentasse passar, e alguns já foram atingidos.
Em briefings regulares com representantes do setor de transporte e petróleo, a Marinha tem sido consistente: no momento atual, não é viável fornecer essas escoltas. Os pedidos continuam chegando quase diariamente, mas a avaliação de risco não mudou. Os militares americanos estão estudando uma série de opções, analisando o que seria possível caso recebam ordens superiores.
No entanto, especialistas em segurança marítima alertam para as dificuldades reais. As capacidades do Irã, incluindo o uso de minas, drones de baixo custo e enxames de embarcações rápidas, tornam a proteção da via extremamente desafiadora, mesmo para a frota mais poderosa do mundo. Garantir a segurança completa poderia demandar recursos e condições que vão além do que está disponível imediatamente.
Afinal, as Forças Armadas dos Estados Unidos são formidáveis e possuem um poder inegável. Mas elas não são mágicas. A realidade operacional impõe limites que as palavras confiantes, por mais enérgicas que sejam, não conseguem superar sozinhas.
Enquanto isso, companhias como a Aramco da Arábia Saudita advertem sobre consequências catastróficas para os mercados globais de energia se a situação persistir. Centenas de navios permanecem ancorados, aguardando que os riscos diminuam o suficiente para que o trânsito seja retomado com segurança.
Por ora, a promessa de proteção total permanece em análise. A grande marinha americana, símbolo de força mundial, demonstra que até ela precisa respeitar as durezas do terreno, ou melhor, do mar.


Tony
11/03/2026 - 13h50
Trump tem a chance de tomar conta do estreito e dar uma enrabada colosal na China…isso sim.
O resto sao as idiotices de sempre do Miguel do Larapio