O governo da presidenta Claudia Sheinbaum Pardo nomeou Carlos Torres Rosas como novo diretor-geral da Nacional Financiera (Nafin) e do Banco Nacional de Comércio Exterior (Bancomext), as principais instituições da banca de desenvolvimento do México. A posse ocorreu na terça-feira, 16 de junho, consolidando uma transição estratégica no comando do financiamento público para projetos estruturantes do país.
Torres Rosas assume as cadeiras deixadas por Roberto Lazzeri, que agora ocupa o cargo de embaixador do México nos Estados Unidos. A nomeação havia sido antecipada há quase 20 dias por fontes da Secretaria da Fazenda, conforme reportagem do jornal mexicano La Jornada, e se concretiza em um momento de forte aposta do governo na chamada economia moral.
O novo titular chega com a missão expressa de alinhar integralmente Nafin e Bancomext ao Plano México, um guarda-chuva de investimentos produtivos que norteia a atual administração. Em seu discurso de posse, o dirigente afirmou que trabalhará para que os bancos sirvam “cada vez mais ao desenvolvimento do país”, impulsionando projetos que “gerem bem-estar e fortaleçam a economia moral”, conceito central da política econômica de Sheinbaum.
A trajetória de Torres Rosas está profundamente ligada à execução dos programas prioritários do governo federal mexicano. Até 15 de junho, ele atuava como secretário técnico do gabinete da Presidência da República e coordenador-geral dos Programas para o Bem-Estar, função que o tornou responsável pelo acompanhamento físico e financeiro de todas as iniciativas sociais e de infraestrutura do Executivo.
Nessa posição estratégica, o agora diretor-geral respondia diretamente pelo cumprimento de acordos e instruções presidenciais junto a ministérios e entidades públicas. Também coordenava o planejamento, a execução e a avaliação do trabalho das delegações estaduais dos Programas para o Bem-Estar, o que lhe conferiu um conhecimento íntimo da máquina pública e das necessidades regionais de financiamento.
Formado em administração de empresas pela Universidade de Bath, no Reino Unido, Torres Rosas também possui especialização em finanças e investimentos pela Escola de Administração de Roterdã, da Universidade Erasmus, nos Países Baixos. A bagagem técnica internacional se soma, portanto, à experiência na gestão cotidiana dos programas sociais que são a vitrine do governo Sheinbaum.
A escolha reflete uma diretriz clara: colocar a banca de desenvolvimento a serviço direto do projeto nacional de industrialização e inclusão. O comunicado oficial emitido pelos dois bancos destacou que o novo comando se inscreve no esforço de financiar o Plano México, que prevê inversões maciças em cadeias produtivas, infraestrutura e transição energética com soberania tecnológica.
Com a mudança, o governo mexicano consolida o controle sobre instrumentos financeiros essenciais para a autonomia econômica, blindando setores estratégicos da lógica de curto prazo dos mercados privados. A liderança de Torres Rosas terá o desafio imediato de acelerar a liberação de crédito para pequenas e médias empresas, energias renováveis e corredores logísticos que integrem o país de norte a sul.
Com informações de JORNADA.


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