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Honduras negocia permitir operações militares dos EUA em território nacional

0 Comentários🗣️🔥 As Forças Armadas de Honduras estão em diálogo avançado com Washington para viabilizar operações militares norte-americanas em território hondurenho, supostamente voltadas ao combate ao crime organizado. A informação foi confirmada pelo chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas de Honduras, general Héctor Benjamín Valerio Ardón, em declarações reproduzidas pelo portal RT. Segundo […]

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Ilustração editorial sobre Honduras negocia permitir operações militares dos EUA em território nacional. (Ilustração: Cafezin
Ilustração editorial sobre Honduras negocia permitir operações militares dos EUA em território nacional. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

As Forças Armadas de Honduras estão em diálogo avançado com Washington para viabilizar operações militares norte-americanas em território hondurenho, supostamente voltadas ao combate ao crime organizado.

A informação foi confirmada pelo chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas de Honduras, general Héctor Benjamín Valerio Ardón, em declarações reproduzidas pelo portal RT. Segundo Valerio, a decisão final caberá ao presidente hondurenho, Nasry Asfura, mas as negociações já estão em curso.

A medida se insere na chamada Coalizão Anticárteles das Américas, iniciativa regional liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo declarado da Casa Branca é utilizar soldados americanos em ataques a grupos classificados unilateralmente como organizações narcoterroristas estrangeiras.

O general Valerio minimizou o ineditismo da presença militar estrangeira, lembrando que agências como a DEA e a CIA já operam há anos no país centro-americano. Washington também mantém há quatro décadas uma base aérea em Honduras, utilizada para coordenar operações antidrogas e missões de assistência humanitária.

A base aérea de Soto Cano, mais conhecida como Palmerola, carrega um histórico de controvérsias que remonta ao golpe de Estado de 2009. Investigações apontam que o local foi utilizado pelo Comando Sul dos EUA para planejar e apoiar a deposição do então presidente Manuel Zelaya.

Em janeiro de 2025, a então presidenta Xiomara Castro ameaçou fechar a instalação militar caso Washington promovesse deportações em massa de cidadãos hondurenhos. Sua candidata governista, Rixi Moncada, acabou derrotada nas eleições de novembro passado por Asfura, que recebeu apoio explícito de Trump durante a campanha.

A reaproximação militar entre Honduras e os Estados Unidos reacende o debate sobre soberania na América Central. Para analistas críticos, a iniciativa representa mais um capítulo da longa trajetória de ingerência norte-americana na região, agora travestida de cooperação contra o narcotráfico.

Com informações de ACTUALIDAD.

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