O México alcançará cobertura elétrica de 99,99% dos lares até 2028, com investimento de 21,3 bilhões de pesos e a execução de mais de 45 mil obras de eletrificação, anunciaram a secretária de Energia do México, Luz Elena González Escobar, e a diretora geral da Comissão Federal de Eletricidade (CFE), Emilia Esther Calleja Alor.
Durante a conferência matutina, as funcionárias apresentaram a estratégia de justiça energética, conceito incorporado pela primeira vez à legislação do setor energético após a reforma de 2024. A iniciativa busca garantir o acesso à eletricidade como um direito vinculado ao bem-estar e à igualdade social, conforme registrou o portal Contralínea.
González Escobar explicou que o objetivo é traduzir a justiça energética do marco legal para benefícios concretos da população, especialmente nas comunidades historicamente relegadas. Vamos chegar praticamente a 100% de todos os lares do nosso país até 2028, afirmou.
Atualmente, o país registra cobertura de 99,85%, com cerca de 50 milhões de usuários conectados ao serviço. Ainda existem 8.247 localidades que necessitam de algum tipo de intervenção para garantir o acesso à energia elétrica, segundo detalhou a diretora da CFE.
A estratégia projeta um crescimento sem precedentes em eletrificação. Entre 2006 e 2012, foram realizadas 12.630 obras; entre 2012 e 2018, outras 14.505. Já durante o governo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, o número saltou para 21.645 obras, e na atual administração já somam 17.016 ações.
De acordo com a CFE, se as metas forem cumpridas, até 2030 serão executadas mais de 45 mil obras, mais que o triplo do realizado entre 2006 e 2018. Calleja Alor enfatizou que a eletricidade não se entende como um privilégio nem como uma mercadoria; se entende como um direito vinculado à justiça social e ao bem-estar do povo mexicano.
O governo federal dará prioridade às regiões que historicamente permaneceram sem acesso ao serviço elétrico, incluindo comunidades de povos originários e zonas contempladas nos Planos de Justiça Social. Em 2026, já estão previstos projetos nos territórios do povo seri, em Sonora, em Navolato, Sinaloa, em San Quintín, em comunidades de Michoacán e na Sierra Tarahumara de Chihuahua.
Somente para os povos originários, a previsão é de 1.520 obras de eletrificação, beneficiando cerca de 39 mil pessoas. No conjunto dos Planos de Justiça Social, serão 2.318 projetos, com investimento aproximado de 1,2 bilhão de pesos.
A meta de cobertura de 99,99% responde ao crescimento constante do país, já que a cada ano surgem novas moradias, escolas, centros de saúde e comunidades que demandam conexão elétrica. Alcançar a cobertura universal, afirmou Calleja Alor, permitirá reduzir desigualdades territoriais e garantir que o acesso à energia deixe de depender da localização geográfica das pessoas.
O desenvolvimento não deve depender do código postal, da distância ou das condições geográficas de uma comunidade, concluiu a diretora da CFE.
Com informações de CONTRALINEA.


Diego Fernández
17/06/2026
Pois é, enquanto aqui a gente entrega o setor elétrico de mão beijada pra iniciativa privada e vê a conta subir, o México mostra que estatal forte e investimento público resolvem. Sheinbaum ta fazendo o que a CEPAL sempre pregou: soberania energética com inclusão. Quem ainda acha que privatizar é solução não aprendeu nada com o apagão californiano nem com a crise argentina dos 90.
Capitão Tavares 🇧🇷
17/06/2026
Enquanto o México garante luz pra todo mundo, aqui no Brasil a energia é cara, o apagão é constante e o governo só sabe aumentar imposto. País entregue a bandido e incompetente. Ou as Forças Armadas acordam pra intervir ou vamos virar uma republiqueta de terceiro mundo.
Lucas Andrade
17/06/2026
Capitão, essa nostalgia autoritária de “intervenção militar” é sintoma do mesmo paradigma que nos deixa à míngua: o fetiche pela tecnocracia punitiva como solução para um colapso que é, antes de tudo, político e estrutural. O problema não é de “bandido”, mas de um modelo que transforma energia em mercadoria enquanto romantiza a caserna como entidade redentora.
João Santos
17/06/2026
Pois é, aqui no Brasil a gente mal tem energia em casa e o México já vai chegar nos 99,99%. Cadê o nosso governo que só quer saber de roubalheira e bolsa família? Bandido bom é bandido preso mesmo, mas o povo brasileiro tá cansado de ver político mamando nas tetas do Estado enquanto a luz falta. Se Deus quiser um dia a gente ainda vira esse jogo.
João Batista
17/06/2026
Irmão, concordo que falta luz em muito lar brasileiro, mas a Bíblia nos ensina que juízo sem misericórdia é tirania. Enquanto a gente briga com pedra, quem rouba nosso direito a uma energia digna anda de terno e gravata. Mateus 25 nos lembra: tive fome, tive sede, estive no escuro — e o que fizemos ao menor destes, foi a Ele que fizemos.
Lucas Gomes
17/06/2026
Amigo, o problema não é Bolsa Família, é o modelo energético que entrega nossas riquezas para multinacionais enquanto queima florestas e desloca comunidades inteiras. Enquanto Sheinbaum nacionaliza o lítio e expande o acesso popular, por aqui a luz cara que chega é fruto de hidrelétricas que alagam territórios indígenas e termelétricas a óleo diesel que envenenam o ar da periferia.