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ONU investiga ataque a escola de meninas no Irã

Investigações iniciais realizadas por grupos americanos e independentes apontam para a responsabilidade dos EUA. Um grupo de investigação da ONU iniciou uma apuração sobre um ataque aéreo que atingiu a escola primária Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, no sul do país, no primeiro dia da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. […]

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Amirhossein Khorgooei/ ISNA/WANA/Reuters

Investigações iniciais realizadas por grupos americanos e independentes apontam para a responsabilidade dos EUA.

Um grupo de investigação da ONU iniciou uma apuração sobre um ataque aéreo que atingiu a escola primária Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab, no sul do país, no primeiro dia da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O ataque, que matou pelo menos 175 pessoas, a maioria crianças, também está sendo apurado por investigadores militares dos EUA, com conclusões preliminares apontando para a responsabilidade dos militares americanos pelo ataque, informou a Reuters.

O jornal The New York Times noticiou que oficiais do Comando Central dos EUA criaram as coordenadas do alvo para o ataque usando dados desatualizados fornecidos pela Agência de Inteligência de Defesa, citando pessoas a par da investigação.

O ataque à escola ocorreu simultaneamente com mísseis atingindo alvos navais iranianos próximos.

O Irã também culpou os EUA pelo ataque, descrevendo-o como um crime de guerra “imperdoável”.

“Estamos numa fase inicial dessa investigação”, disse Max du Plessis, membro da Missão de Apuração de Fatos das Nações Unidas sobre o Irã, em uma coletiva de imprensa em Genebra na terça-feira.

“Para nós, está claro que, independentemente do que aconteça em relação a um evento como esse, considerando as vidas inocentes que foram perdidas, há uma necessidade crucial de que uma investigação seja realizada e que se chegue a uma conclusão independente.”

O Middle East Eye foi o primeiro a noticiar que as estudantes foram mortas por ataques duplos, com o segundo míssil atingindo sobreviventes que estavam abrigadas, de acordo com testemunhas entrevistadas no local.

“Quando a primeira bomba atingiu a escola, um dos professores e o diretor levaram um grupo de alunos para a sala de oração para protegê-los”, disse um dos paramédicos da Cruz Vermelha, citando conversas que teve na ocasião com sobreviventes.

“O diretor ligou para os pais e disse para virem buscar os filhos. Mas a segunda bomba também atingiu aquela área. Apenas um pequeno número daqueles que haviam se abrigado sobreviveu.”

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que houve um “duplo disparo de míssil Tomahawk americano” em 28 de fevereiro que “matou 168 anjinhos iranianos”.

Hassan Fartousi, secretário-geral da Comissão Nacional do Irã para a Unesco, também disse à Al Jazeera que acreditava que a escola havia sido atingida por dois mísseis diferentes.

O ataque figura entre os piores incidentes com mortes de civis em décadas de ataques militares dos EUA no Oriente Médio.

Algumas organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, já afirmaram que os EUA foram responsáveis. O governo Trump negou repetidamente ter atacado civis.

Em outra investigação, a Missão de Apuração dos Fatos sobre o Irã concluiu, na segunda-feira, que o ataque israelense à prisão de Evin, em Teerã, durante a guerra de junho passado, que matou mais de 80 pessoas, constitui um crime de guerra.

Publicado originalmente pelo Middle East Eye em 17/03/2026

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