ONU cobra explicações dos EUA por ataque mortal em escola iraniana

Bandeira da ONU hasteada / Divulgação

A ONU pressiona os EUA por justiça após ataque mortal a escola no Irã, destacando a brutalidade do conflito liderado por EUA e Israel.

Em uma reunião de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o chefe de direitos humanos, Volker Turk, instou os Estados Unidos a concluírem rapidamente a investigação sobre o ataque mortal a uma escola primária no Irã. O incidente, ocorrido no primeiro dia de um conflito deflagrado por EUA e Israel, resultou na morte de 170 pessoas, a maioria delas crianças. A reunião, convocada pelo Irã, destacou a indignação internacional diante do que muitos consideram um massacre.

A escola Shajareh Tayyebeh, localizada em Minab, foi alvo de um ataque que gerou comoção e revolta. Durante a sessão, o testemunho de Mohaddeseh Fallahat, uma mãe que perdeu seus filhos na tragédia, emocionou os presentes. Ela descreveu o último momento com seus filhos antes de irem para a escola como um dia comum, transformado em um pesadelo inimaginável.

O apelo de Turk foi claro: “Deve haver justiça para o terrível dano causado”. A urgência em resolver o caso foi reforçada por sua recente reunião com autoridades dos EUA, que ainda não responderam sobre o andamento das investigações. A ausência das missões diplomáticas dos EUA e de Israel na ONU em Genebra foi notada, refletindo um afastamento das discussões sobre o incidente.

Bilal Ahmad, embaixador do Paquistão na ONU, declarou ser inconcebível a perda de vidas inocentes, enquanto Jia Guide, representante da China, expressou seu choque profundo. A escola estava próxima a uma base da Guarda Revolucionária Islâmica, mas, segundo Farida Shaheed, relatora especial da ONU sobre o direito à educação, o edifício era claramente separado e identificado como civil, o que deveria ter evitado o ataque.

A relatora destacou que, se jornalistas e grupos da sociedade civil puderam rapidamente identificar a natureza civil da escola, o mesmo era esperado das forças militares dos EUA, que teriam a obrigação de evitar tal tragédia. O uso de inteligência desatualizada pode ter contribuído para o ataque, sugerindo uma violação do princípio de precaução em operações militares.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o ataque não foi um erro, mas sim uma ação deliberada e intencional. Ele acusou os EUA e Israel de cometerem crimes humanitários impunemente, resultado da indiferença frente a atrocidades anteriores em regiões como Palestina e Líbano. Araghchi apelou aos membros da ONU para que condenem a guerra injustificada contra o Irã.

Shaheed relatou que mais de 600 escolas e instalações educacionais foram destruídas ou danificadas pelos ataques dos EUA e de Israel no Irã, resultando na morte de pelo menos 230 crianças e professores. Ela enfatizou que a morte de crianças nunca pode ser justificada, enquanto Turk afirmou que atacar escolas viola o direito internacional.

A tragédia em Minab é mais um capítulo sombrio na história das agressões imperialistas, que frequentemente desconsideram as vidas de civis inocentes em nome de interesses geopolíticos. O Brasil, como parte do Sul Global, deve estar atento a essas dinâmicas e buscar um papel ativo na defesa dos direitos humanos e da paz mundial, somando-se às vozes que clamam por justiça e responsabilização dos culpados.

O ataque à escola iraniana não é um caso isolado; é um reflexo de uma política externa agressiva que prioriza o poder sobre a humanidade. A comunidade internacional deve se unir contra tais atos, promovendo um mundo onde a educação e a vida de crianças sejam sempre protegidas e respeitadas.

Curadoria: Afonso Santos | Redação: Afonso Santos

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.