STF reforça rigor na prisão domiciliar de Bolsonaro, negando pedidos de visitas irrestritas dos filhos.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de "livre acesso" dos filhos de Jair Bolsonaro à residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar temporária. A decisão foi proferida neste sábado.
Bolsonaro retornou à sua casa em Brasília após receber alta hospitalar, onde permaneceu internado por duas semanas devido a uma broncopneumonia bacteriana. A prisão domiciliar, com duração de 90 dias, foi concedida em caráter "excepcionalíssimo", segundo Moraes, exclusivamente por razões de saúde. O ministro enfatizou que a medida não altera o regime de cumprimento de pena, que continua sendo o fechado.
O ex-presidente divide o espaço com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura, de 15 anos, e a enteada Letícia Firmino. Moraes permitiu visitas dos filhos , o senador Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e o vereador Jair Renan , além de advogados, médicos e funcionários, mas com horários específicos e agendamento prévio.
A defesa havia pleiteado permissão para que os filhos pudessem visitar a residência livremente. O pedido foi negado.
Durante o período de prisão domiciliar, Bolsonaro está sujeito a uma série de restrições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais ou gravar áudios e vídeos. Moraes deixou claro que qualquer violação das "regras da prisão domiciliar humanitária temporária" resultará no retorno imediato ao regime fechado ou ao hospital penitenciário, se necessário.
Em setembro de 2025, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe.
O ex-presidente foi preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília em novembro de 2025, após tentar romper sua tornozeleira eletrônica, alegando ter sofrido um surto e uma crise de paranoia. Após o incidente, foi transferido para a Papudinha, onde permaneceu detido até sua hospitalização em março deste ano.
A decisão de Moraes, ao negar o pedido de visitas irrestritas, reforça a mensagem de que, independentemente do cargo ou da influência política, todos estão sujeitos às mesmas leis.
Curadoria: Augusto Gomes | Redação: Afonso Santos