Segundo o Washington Post, os EUA estudam operações com tropas especiais e infantaria convencional em pontos estratégicos do Irã, enquanto Teerã promete retaliar qualquer invasão e seus parceiros regionais.
O Pentágono está elaborando planos para operações terrestres limitadas no Irã, em um cenário de instabilidade crescente no Oriente Médio. Segundo o Washington Post, essas ações visam áreas estratégicas como a Ilha de Kharg, ponto crucial de exportação de petróleo, e locais próximos ao Estreito de Hormuz.
Essas operações não constituem uma invasão completa, mas incursões com tropas de operações especiais e infantaria convencional. A movimentação expõe as forças norte-americanas a riscos significativos, como ataques de drones iranianos e mísseis.
A administração Trump, que já enviou fuzileiros navais e planeja deslocar milhares de soldados da 82ª Divisão Aerotransportada, ainda não confirmou se tais planos serão aprovados. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o Pentágono está apenas preparando opções para o presidente.
A chegada de cerca de 3.500 soldados adicionais ao Oriente Médio, a bordo do USS Tripoli, intensifica a presença militar dos EUA na região. Essa movimentação inclui aeronaves de transporte, caças de ataque, além de ativos anfíbios e táticos.
Discussões dentro do governo norte-americano consideraram apreender a Ilha de Kharg e realizar ataques em áreas próximas ao Estreito de Hormuz. O objetivo seria destruir armamentos que ameaçam a navegação comercial e militar.
O Irã respondeu com firmeza. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país está preparado para confrontar qualquer incursão americana. Ele prometeu retaliar não apenas os soldados invasores, mas também seus parceiros regionais.
Além da retórica, o Irã busca apoio diplomático. O país participa de negociações mediadas pelo Paquistão com Arábia Saudita, Turquia e Egito, visando mitigar a escalada de tensões.
A potencial abertura de um novo front pelo Irã no Estreito de Bab al-Mandeb destaca sua capacidade de ameaçar rotas marítimas vitais. Fontes iranianas afirmam que os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, estão prontos para intervir.
A situação no Oriente Médio possui implicações globais, afetando o equilíbrio de poder e a estabilidade internacional. Para o Brasil e outros países do Sul Global, a defesa da soberania nacional e a promoção de um mundo multipolar são fundamentais para enfrentar dinâmicas de poder hegemônico.
Curadoria: Augusto Gomes | Redação: Afonso Santos