Nesta terça-feira, 31 de março de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decretos promovendo 17 coronéis a general de brigada, incluindo a coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho. Ela se torna a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército Brasileiro, um marco significativo para a inclusão de mulheres em cargos de liderança militar.
Claudia Gusmão, natural de Recife, tem 57 anos e é formada em pediatria pela Universidade de Pernambuco. Ela ingressou no Exército em 1996 como oficial temporária e, ao longo de quase três décadas, construiu uma carreira sólida na área de saúde da Força. Entre suas funções, destacou-se como diretora de hospitais militares em Natal e Campo Grande, além de chefiar divisões de saúde em diferentes comandos regionais.
De acordo com a Agência Reuters, a promoção de Gusmão foi decidida após uma votação secreta realizada pelo Alto Comando do Exército em fevereiro. A nova general assumirá a direção do Hospital Militar de Área de Brasília, consolidando sua trajetória de liderança na saúde militar.
A promoção de Claudia Gusmão é um marco para as Forças Armadas, refletindo a crescente presença feminina em funções de comando. No contexto geopolítico, essa mudança pode influenciar a percepção internacional sobre a inclusão de gênero no Brasil, destacando o país como um exemplo de progresso social nas Forças Armadas.
Além de Gusmão, 11 generais de brigada foram promovidos a general de divisão e dois generais de divisão a general de Exército. A cerimônia oficial de promoção ocorrerá em Brasília, nesta quarta-feira, 1º de abril.
A decisão de Lula, apoiada pelo ministro da Defesa José Mucio, gerou tensão política, especialmente após um desentendimento com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Mucio expressou frustração pela falta de reconhecimento das ações do Ministério da Defesa em um balanço governamental, destacando a promoção de Claudia Gusmão como uma conquista significativa.