A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que há um clima favorável para a votação do projeto de lei que regulamenta os motoristas de aplicativos na Câmara dos Deputados. No entanto, a ministra fez uma ressalva importante: antes da votação, é necessário ouvir mais trabalhadores da categoria. Em suas palavras, Gleisi afirmou: “Eu acho que tem clima, mas eu acho que tem que fazer mais consultas, ouvir mais pessoas, ouvir os trabalhadores. O Boulos tem feito esse trabalho. Eu acho que a gente precisa aprofundar isso, mas eu acho que tem clima para votar”.
Gleisi Hoffmann, que deixará o governo até o sábado (4/4) para concorrer ao Senado pelo Paraná, também se comprometeu a ajudar o governo a aprovar o fim da escala 6×1 e o PL dos aplicativos, assim que retornar à Câmara na próxima semana. Essa movimentação política ocorre em um momento em que o relator do projeto, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), planeja apresentar seu parecer na comissão especial que analisa a proposta na terça-feira (7/4).
Caso o projeto receba aprovação na comissão especial, a expectativa é que um requerimento de urgência seja apresentado para levar a proposta diretamente ao plenário da Câmara. Um dos pontos mais controversos em torno da proposta é a definição da taxa mínima a ser paga aos trabalhadores. O governo propõe que as plataformas de entrega, como Uber, 99 e iFood, paguem R$ 10 mais R$ 2,50 por quilômetro adicional. Atualmente, o valor pago pelas empresas é de R$ 7,50. O relator, por sua vez, defende que a taxa mínima seja de R$ 8,50, mas admite que, caso haja resistência, a questão poderá ser resolvida com uma emenda durante a votação no plenário.
A discussão sobre a regulamentação dos motoristas de aplicativos é crucial, pois envolve questões de trabalho e direitos dos trabalhadores em um setor que tem crescido exponencialmente nos últimos anos. As declarações de Gleisi Hoffmann ressaltam a importância de se ouvir a voz dos trabalhadores antes de se tomar decisões que impactam diretamente suas vidas e condições de trabalho. Com a votação do PL dos aplicativos se aproximando, a pressão para que as demandas da categoria sejam consideradas aumenta, e a participação ativa dos trabalhadores nesse processo é fundamental para garantir que suas necessidades e preocupações sejam adequadamente representadas.