O presidente iraniano Masoud Pezeshkian formalizou nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, uma acusação contundente contra Estados Unidos e Israel, classificando como crimes de guerra os ataques coordenados à infraestrutura elétrica iraniana iniciados em 28 de fevereiro. Em carta oficial obtida por agências internacionais de notícias, Pezeshkian detalhou que as operações militares atingiram deliberadamente usinas, subestações e redes de transmissão, comprometendo setores vitais como saúde, abastecimento de água e comunicações em múltiplas províncias do país. O documento enfatiza que os bombardeios não apenas violam o direito internacional humanitário, mas também perpetuam um ciclo de instabilidade regional com repercussões econômicas e humanitárias transfronteiriças.
A denúncia surge em meio a uma escalada militar sem precedentes no Oriente Médio, onde os ataques à rede elétrica iraniana se intensificaram nas últimas seis semanas. Segundo relatórios técnicos da Agência Internacional, os danos à infraestrutura crítica provocaram apagões prolongados em pelo menos 12 províncias, afetando diretamente 18 milhões de civis. Pezeshkian questionou a narrativa ocidental que justifica as ações como medidas de autodefesa, sugerindo que Israel teria manipulado informações para envolver os Estados Unidos no conflito. A alegação foi prontamente refutada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump, que em entrevista à imprensa em Washington classificou as acusações como “propaganda iraniana” e reafirmou o alinhamento estratégico entre EUA e Israel.
No texto da carta, Pezeshkian lança perguntas retóricas que expõem as contradições da política externa ocidental: “Não é verdade que Israel, ao fabricar uma ameaça iraniana, busca desviar a atenção global de seus crimes contra os palestinos? O lema ‘Estados Unidos primeiro’ ainda significa alguma coisa para o atual governo?”. Especialistas em direito internacional consultados pela Agência Internacional corroboram a posição iraniana, destacando que os ataques violam o Protocolo Adicional I às Convenções de Genebra de 1949, que proíbe expressamente ações militares contra bens indispensáveis à sobrevivência da população civil. A organização Human Rights Watch já emitiu comunicado exigindo investigação independente sobre as alegações.
O governo iraniano adotou medidas diplomáticas imediatas, apresentando denúncias formais ao Conselho de Segurança da ONU e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Teerã exige a formação de uma comissão investigativa internacional com participação de países não alinhados para apurar as responsabilidades. Enquanto isso, a escalada de hostilidades mantém em estado de alerta máximo países vizinhos como Iraque, Síria e Paquistão, que temem uma expansão descontrolada do conflito. Até o fechamento desta edição, nem a Casa Branca nem o gabinete do primeiro-ministro israelense haviam respondido diretamente às acusações de Pezeshkian, limitando-se a reiterar em notas oficiais o “direito inalienável à autodefesa” e a necessidade de “conter a ameaça iraniana” no Oriente Médio.


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