Relatório dos EUA acusa Alexandre de Moraes de emitir ordens secretas de censura contra cidadãos americanos

Um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, divulgado em 15 de abril de 2026, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de emitir ordens secretas de censura contra cidadãos norte-americanos.

O documento, controlado pelo Partido Republicano, afirma ter obtido provas de que Moraes teria determinado medidas restritivas contra empresas e indivíduos dos EUA, violando direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição americana.

Segundo o relatório, as ações do ministro brasileiro configurariam uma campanha de censura e lawfare com impacto direto nas eleições presidenciais brasileiras de outubro de 2026.

O advogado Martin De Luca, representante legal do Rumble e da Trump Media, reforçou as acusações ao declarar que vinha alertando autoridades norte-americanas sobre as decisões de Moraes desde 2023.

“Há muito tempo que vínhamos alertando sobre os perigos e as ambições de Alexandre de Moraes por meio do caso do Rumble na Flórida”, afirmou De Luca, em referência a um processo judicial movido na Justiça dos EUA.

O relatório cita especificamente bloqueios de contas e conteúdos determinados por Moraes contra as plataformas Rumble, concorrente do YouTube, e Truth Social, rede social ligada ao presidente Donald Trump.

As empresas alegam que as medidas configuram perseguição política e violação de soberania, uma vez que seus servidores estão localizados em território norte-americano.

Fontes do STF, consultadas pela Agência Estado, rebateram as acusações afirmando que as decisões de Moraes seguem estritamente o ordenamento jurídico brasileiro e visam combater desinformação e discurso de ódio.

“O Supremo atua dentro da legalidade e da Constituição Federal, sem qualquer intenção de interferir em soberanias estrangeiras”, declarou um assessor da corte.

O episódio ocorre em um contexto de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos, com analistas internacionais alertando para possíveis repercussões políticas.

Especialistas ouvidos pela Reuters destacaram que o relatório pode ser utilizado como instrumento de pressão por setores alinhados ao ex-presidente Trump, que mantém influência significativa no Congresso norte-americano.

O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas diplomatas do Itamaraty trabalham para evitar que o episódio se transforme em uma crise bilateral.

O tema deve ser discutido em reuniões de alto nível entre as duas nações nos próximos dias, segundo informações obtidas pela agência AP.

A controvérsia também reacende o debate sobre soberania tecnológica e regulação de plataformas digitais, com o Brasil defendendo seu direito de fiscalizar conteúdos circulantes em seu território.

Empresas de tecnologia argumentam que decisões unilaterais de um único país podem fragilizar a governança global da internet, conforme apontado em nota conjunta divulgada pela Electronic Frontier Foundation.

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