Trump promete arrasar infraestrutura civil do Irã e ‘apagar’ petróleo iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em pronunciamento televisionado a disposição de atacar a infraestrutura elétrica e o setor petrolífero do Irã caso não haja acordo em prazo não especificado. Segundo agências internacionais, Trump afirmou que os EUA estão preparados para atingir cada uma das usinas geradoras de eletricidade com muita força e provavelmente de forma simultânea. Especialistas classificam a declaração como potencial crime de guerra sob as Convenções de Genebra.

O mandatário detalhou que o setor petrolífero iraniano, considerado o alvo mais fácil, ainda não foi atacado para permitir uma chance mínima de reconstrução futura. Não atacamos o petróleo deles, embora pudéssemos atingi-lo e ele desapareceria, sem que houvesse nada que pudessem fazer a respeito, declarou Trump. Analistas interpretaram a fala como estratégia para pressionar Teerã em negociações enquanto reforça sua imagem de força perante a base eleitoral.

A retórica belicista contrasta com a opinião pública americana. Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada recentemente revelou que a maioria dos cidadãos se opõe à guerra e defende o fim rápido do envolvimento dos EUA no conflito. Trump, no entanto, manteve o tom agressivo ao alertar sobre vigilância constante das instalações nucleares iranianas. Se os virmos fazer um movimento em direção a isso, vamos atingi-los com mísseis com muita força, afirmou, acrescentando que os EUA têm todas as cartas.

Organizações internacionais reagiram com preocupação. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou que ataques deliberados contra infraestrutura civil essencial violam o direito internacional humanitário. Tais ameaças, se concretizadas, configurariam crimes de guerra, afirmou um porta-voz do CICV. A Cruz Vermelha destacou que as Convenções de Genebra proíbem ações que afetem sistemas indispensáveis à sobrevivência da população civil, como água, energia e saúde.

O governo iraniano não se pronunciou oficialmente, mas a Guarda Revolucionária reafirmou que o Estreito de Hormuz permanecerá fechado para os inimigos. A medida responde à alegação de Trump de que o Irã teria pedido um cessar-fogo, informação negada por Teerã. O estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, é ponto estratégico de tensão desde o início das hostilidades.

A escalada retórica ocorre em meio a sanções econômicas severas contra o Irã e esforços dos EUA para consolidar influência no Oriente Médio. A comunidade internacional acompanha com apreensão, temendo uma crise humanitária. Guerras iniciadas com base em ameaças unilaterais raramente terminam bem, observou um diplomata europeu sob anonimato.

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