O Movimento Guevarista de Bolívia (MG/ELN) divulgou um comunicado formal alertando para o que descreve como planos do governo dos Estados Unidos de realizar uma intervenção militar contra Cuba. O documento, distribuído a diversos veículos de imprensa, aponta que o presidente americano Donald Trump estaria considerando a ilha caribenha como alvo de ação militar, com o objetivo declarado pelos ativistas de derrubar o governo cubano e desviar a atenção de dificuldades internas e externas da administração republicana.
O MG/ELN convoca, no comunicado, organizações políticas e sociais da América Latina e do Caribe a manterem ‘alerta máximo’ diante do que classifica como risco iminente de agressão. A linguagem do documento é abertamente militante e reflete a posição histórica do movimento em defesa do governo de Havana.
No dia 5 de abril, membros do Movimento Boliviano de Solidariedade com Cuba realizaram uma reunião virtual para condenar qualquer possibilidade de intervenção armada contra a ilha. O encontro resultou em uma campanha de mobilização nas redes sociais, com o objetivo de ampliar a visibilidade internacional sobre o tema e pressionar pela não-intervenção.
Segundo o portal da Prensa Latina, agência estatal cubana, a iniciativa busca alertar a comunidade internacional e reafirmar o que os ativistas chamam de direito de Cuba à autodeterminação sem interferências externas. A agência é a única fonte que reportou o comunicado até o momento, e o governo dos EUA não se pronunciou sobre as alegações.
O contexto geopolítico em que o comunicado emerge não é trivial. A administração Trump tem adotado postura crescentemente agressiva em relação a governos da América Latina considerados adversários de Washington, com retórica endurecida sobre Cuba, Venezuela e Nicarágua. Os EUA mantêm embargo econômico contra Cuba há mais de seis décadas — uma das sanções unilaterais mais longas da história moderna —, e qualquer escalada militar na região teria repercussões imediatas sobre o equilíbrio político do continente.
Por ora, o comunicado do MG/ELN representa a posição de um grupo político boliviano de esquerda, sem respaldo de governos, organismos internacionais ou fontes independentes que confirmem a existência concreta de planos militares americanos contra Cuba.