B3 atrai R$ 53,8 bilhões em capital estrangeiro no primeiro trimestre de 2026

Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 05/04/2026 16:11

A Bolsa de Valores brasileira, a B3, registrou um fluxo expressivo de capital estrangeiro no primeiro trimestre de 2026, alcançando um saldo de R$ 53,83 bilhões — o maior desde o primeiro trimestre de 2022, quando o volume chegou a R$ 69,02 bilhões, conforme dados compilados por especialistas do mercado.

Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta, destacou a intensidade das negociações como um dos pontos mais notáveis do período. Apenas em março, o volume negociado ultrapassou R$ 500 bilhões, com R$ 512,8 bilhões em compras e R$ 501,1 bilhões em vendas, refletindo alta rotatividade nos portfólios dos investidores.

Ao desconsiderar os impactos de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) e as operações de follow-on, o saldo do primeiro trimestre ajusta-se para R$ 53,36 bilhões. O resultado ainda se mantém como o mais robusto desde 2022, ano em que o fluxo total de capital estrangeiro na B3 atingiu R$ 100,82 bilhões ao longo dos doze meses.

É importante notar que os números de 2026 referem-se a apenas três meses, enquanto a comparação com 2022 abrange um período anual, o que exige cautela na análise direta entre os dois dados. Detalhando o desempenho trimestral, janeiro se destacou com uma entrada de R$ 26,47 bilhões, enquanto fevereiro e março registraram volumes menores, de R$ 15,4 bilhões e R$ 11,9 bilhões, respectivamente, já considerando os efeitos de IPOs e follow-ons.

Os investidores estrangeiros respondem por cerca de 60% do volume financeiro negociado na B3, de acordo com estimativas da própria bolsa e de analistas de mercado. Os investidores institucionais representam aproximadamente 20% do total, enquanto pessoas físicas contribuem com cerca de 10%. O restante é dividido entre instituições financeiras e outras categorias de aportes.

Os números refletem um momento de atratividade para o mercado de capitais, impulsionado pela percepção de estabilidade econômica e por oportunidades em setores específicos. Analistas ponderam, no entanto, que a desaceleração observada em fevereiro e março exige monitoramento contínuo para avaliar a sustentabilidade do fluxo ao longo do ano. Para mais detalhes, confira a cobertura completa no portal oficial da B3.

Com informações de metropoles.com.

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