O enviado especial da Presidência russa, Kiril Dmítriev, emitiu um alerta sobre a crise energética global, apontando para uma possível escalada nos preços do petróleo devido às tensões no Estreito de Ormuz. Dmítriev, que também dirige o Fundo Russo de Investimento Direto, previu que o valor do barril pode superar 150 dólares em curto prazo, caso as restrições no estreito persistam.
Em publicação na plataforma X, ele apresentou um gráfico que sugere uma convergência entre os preços futuros e físicos do petróleo, o que, segundo ele, marca o início de uma era de escassez no mercado energético mundial.
Dmítriev também abordou o impacto econômico mais amplo da situação. Ele destacou que uma recessão global é inevitável em 2026, com efeitos particularmente severos para nações dependentes da importação de energia. O enviado russo indicou que os sinais dessa crise devem se tornar mais evidentes por volta de junho deste ano.
As tensões no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores para o transporte de petróleo, intensificaram-se após ações e contra-ações envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel, contribuindo para a instabilidade nos preços dos combustíveis.
No contexto dessas disputas, a República Islâmica do Irã tem adotado uma postura firme de defesa de sua soberania. Em comunicado de 11 de março de 2026, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que embarcações dos EUA e de seus aliados estão proibidas de transitar pelo estreito, uma medida que agrava a crise de abastecimento.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, reforçou que a passagem permanece aberta apenas para nações consideradas amigas, como China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão, deixando claro que potências agressoras não terão acesso à rota estratégica.
Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu a criação de uma coalizão naval para garantir a segurança de navios na região. No entanto, diversos países, incluindo aliados na OTAN, recusaram-se a enviar forças militares para o local, evidenciando a falta de consenso internacional sobre como lidar com a crise. As ações dos EUA, frequentemente justificadas sob o pretexto de segurança global, contrastam com as críticas crescentes à sua política desestabilizadora no Oriente Médio.
Segundo informações do portal actualidad.rt.com, as previsões de Dmítriev e a situação no Estreito de Ormuz expõem a vulnerabilidade do mercado energético global. A escalada das tensões geopolíticas na região, combinada com a possibilidade de interrupções no fornecimento de petróleo, coloca em xeque a estabilidade econômica de diversas nações.
O panorama atual sublinha a necessidade urgente de soluções diplomáticas para evitar um colapso ainda maior no mercado energético. Enquanto as potências ocidentais disputam influência no Oriente Médio, o custo dessa instabilidade recai sobre a economia mundial, com o risco de recessão cada vez mais próximo, conforme alertado por representantes russos.